CON CUBA EN EL CORAZÓN

Por Luis Hernández Navarro

He encontrado médicos cubanos en los barrios más pobres y en las comunidades más alejadas de países como Venezuela, Bolivia, Brasil o México. Cuidan la vida y la salud de los más humildes. Van a los lugares a los que muchos doctores de esas naciones no quieren ir. Sé que no solo están allí, que curan enfermos en las regiones más remotas del planeta.

La primera ocasión en la que visité la Escuela Latinoamericana de Medicina en La Habana me pareció que me encontraba en una sesión de la Organización de las Naciones Unidas. Estaban allí, estudiando y conviviendo, gracias a la generosidad y la ciencia cubana, jóvenes de casi un centenar de países, practicantes de las más diversas religiones y creencias. Al regresar a sus países ejercen una medicina humanista en plena selva de servicios sanitarios orientados a la ganancia privada.

Lo mismo he visto que pasa con los maestros cubanos. Me he topado con ellos en tareas de alfabetización en estados como Michoacán y Oaxaca. Realizan su labor con una entrega, eficacia y abnegación ejemplares.

Cuba es sus médicos, enfermeras y maestros. Pero es mucho más que ellos. Es, también, un pueblo ejemplar que, sufriendo el más criminal bloqueo económico, construye día a día una sociedad nueva más justa, equitativa, solidaria, fraterna, cooperativa. Una sociedad socialista.

Cuba no es lo que la propaganda del Imperio pretende hacernos creer que es. Y tan no lo es, que ha tenido que difundir a través de los grandes medios de comunicación, imágenes de protestas realizadas en Barcelona o durante la Primavera Árabe, como si hubieran sucedido en la Isla. Y, de paso, nos ha contado todo tipo de mentiras sobre lo que allí sucede, mientras guarda silencio cómplice sobre la represión en Chile y en Colombia y oculta las verdaderas causas del magnicidio en Haití.

Cuba socialista es un ejemplo para la humanidad. Hace muchas décadas es, para quienes creemos que un otro mundo es posible, un faro que ilumina las luchas de liberación de los pueblos, en medio de la noche oscura del capitalismo rapaz. Que no nos quepa duda alguna: ¡Cuba vencerá!

*Coordinador de la sección de Opinión del diario mexicano La Jornada.

Cuba Resiste!

Por Frei Betto

Poucos ignoram minha solidariedade à Revolução Cubana. Há 40 anos visito com frequência a Ilha, em função de compromissos de trabalho e convites a eventos. Por longo período  intermediei a retomada do diálogo entre bispos católicos e o governo de Cuba, conforme descrito em meus livros “Fidel e a religião” (Fontanar/Companhia das Letras) e “Paraíso perdido – viagens ao mundo socialista” (Rocco). Atualmente, contratado pela FAO, assessoro o governo cubano na implementação do Plano de Soberania Alimentar e Educação Nutricional. 

Conheço em detalhes o cotidiano cubano, inclusive as dificuldades enfrentadas pela população, os questionamentos à Revolução, as críticas de intelectuais e artistas do país. Visitei cárceres, conversei com opositores da Revolução, convivi com sacerdotes e leigos cubanos avessos ao socialismo. 

Quando dizem a mim, um brasileiro, que em Cuba não há democracia, desço da abstração das palavras à realidade. Quantas fotos ou notícias foram ou são vistos sobre cubanos na miséria, mendigos espalhados nas calçadas, crianças abandonadas nas ruas, famílias debaixo de viadutos? Algo semelhante à cracolândia, às milícias, às longas filas de enfermos aguardando anos para serem atendidos num hospital? 

Advirto os amigos: se você é rico no Brasil e for viver em Cuba conhecerá o inferno. Ficará impossibilitado de trocar de carro todo ano, comprar roupas de grife, viajar com frequência para férias no exterior. E, sobretudo, não poderá explorar o trabalho alheio, manter seus empregados na ignorância, “orgulhar-se” da Maria, sua cozinheira há 20 anos, e a quem você nega acesso à casa própria, à escolaridade e ao plano de saúde.

Se você é classe média, prepare-se para conhecer o purgatório. Embora Cuba já não seja uma sociedade estatizada, a burocracia perdura, há que ter paciência nas filas dos mercados, muitos produtos disponíveis neste mês podem não ser encontrados no próximo devido às inconstâncias das importações.

Se você, porém, é assalariado, pobre, sem-teto ou sem-terra, prepare-se para conhecer o paraíso. A Revolução assegurará seus três direitos humanos fundamentais: alimentação, saúde e educação, além de moradia e trabalho. Pode ser que você tenha muito apetite por não comer o que gosta, mas jamais terá fome. Sua família terá escolaridade e assistência de saúde, incluindo cirurgias complexas, totalmente gratuitas, como dever do Estado e direito do cidadão.

Nada é mais prostituído do que a linguagem. A celebrada democracia nascida na Grécia tem seus méritos, mas é bom lembrar que, na época, Atenas tinha 20 mil habitantes que viviam do trabalho de 400 mil escravos… O que responderia um desses milhares de servos se indagado sobre as virtudes da democracia?

Não desejo ao futuro de Cuba o presente do Brasil, da Guatemala, de Honduras e ou mesmo de Porto Rico, colônia estadunidense, à qual é negada independência. Nem desejo que Cuba invada os EUA e ocupe uma área litorânea da Califórnia, como ocorre com Guantánamo, transformada em centro de torturas e cárcere ilegal de supostos terroristas. 

Democracia, no meu conceito, significa o “Pai nosso” – a autoridade legitimada pela vontade popular -, e o “pão nosso” – a partilha dos frutos da natureza e do trabalho humano. A rotatividade eleitoral não faz, nem assegura uma democracia. O Brasil e a Índia, tidas como democracias, são exemplos gritantes de miséria, pobreza, exclusão, opressão e sofrimento. 

Só quem conhece a realidade de Cuba anterior a 1959 sabe por que Fidel contou com tanto apoio popular para levar a Revolução à vitória. O país era conhecido pela alcunha de “prostíbulo do Caribe”. A máfia dominava os bancos e o turismo (há vários filmes sobre isso). O principal bairro de Havana, ainda hoje chamado de Vedado, tem esse nome porque, ali, os negros não podiam circular… 

Cuba é uma ilha com poucos recursos. É obrigada a importar mais de 60% dos produtos essenciais ao país. Com o arrocho do bloqueio promovido por Trump (243 novas medidas e, até agora, não removidas por Biden), e a pandemia, que zerou uma das principais fontes de recursos do país, o turismo, a situação interna se agravou. Os cubanos tiveram que apertar os cintos. Então, os insatisfeitos com a Revolução, que gravitam na órbita do “sonho americano”, promoveram os protestos do domingo, 11 de julho – com a “solidária” ajuda da CIA, cujo chefe acaba de fazer um giro pelo Continente, preocupado com o resultado das eleições no Peru e no Chile. 

Os EUA nunca se conformaram por ter perdido Cuba sujeita às suas ambições. Por isso, logo após a vitória dos guerrilheiros de Sierra Maestra, tentaram invadir a Ilha com tropas mercenárias. Foram derrotados em abril de 1961. No ano seguinte, o presidente Kennedy decretou o bloqueio a Cuba, que perdura até hoje. 

Quem melhor pode explicar a atual conjuntura de Cuba é seu presidente, Diaz-Canel: 

“Começou a perseguição financeira, econômica, comercial e energética. Eles (a Casa Branca) querem que se provoque um surto social interno em Cuba para convocar “missões humanitárias” que se traduzem em invasões e interferências militares.”


“Temos sido honestos, temos sido transparentes, temos sido claros e, a cada momento, explicamos ao nosso povo as complexidades dos dias atuais. Lembro que há mais de um ano e meio, quando começou o segundo semestre de 2019, tivemos que explicar que estávamos em situação difícil. Os EUA começaram a intensificar uma série de medidas restritivas, endurecimento do bloqueio, perseguições financeiras contra o setor energético, com o objetivo de sufocar nossa economia.  Isso provocaria a desejada eclosão social massiva, para poder apelar à intervenção “humanitária”, que terminaria em intervenções militares”. 

“Essa situação continuou, depois vieram as 243 medidas (de Trump, para arrochar o bloqueio) que todos conhecemos e, finalmente, decidiu-se incluir Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo. Todas essas restrições levaram o país a cortar imediatamente várias fontes de receita em divisas, como o turismo, as viagens de cubano-americanos ao nosso país e as remessas de dinheiro.  Formou-se um plano para desacreditar as brigadas médicas cubanas e as colaborações solidárias de Cuba, que recebeu uma parte importante de divisas por essa colaboração.”
“Toda essa situação gerou uma situação de escassez no país, principalmente de alimentos, medicamentos, matérias-primas e insumos para podermos desenvolver nossos processos econômicos e produtivos que, ao mesmo tempo, contribuam para as exportações. Dois elementos importantes são eliminados: a capacidade de exportar e a capacidade de investir recursos.” 
“Também temos limitações de combustíveis e peças sobressalentes, e tudo isso tem causado um nível de insatisfação, somado a problemas acumulados que temos sido capazes de resolver e que vieram do Período Especial (1990-1995, quando desabou a União Soviética, com grave reflexo na economia cubana). Juntamente com uma feroz campanha mediática de descrédito, como parte da guerra não convencional, que tenta fraturar a unidade entre o partido, o Estado e o povo; e pretende qualificar o governo como insuficiente e incapaz de proporcionar bem-estar ao povo cubano.”
“O exemplo da Revolução Cubana incomodou muito os EUA durante 60 anos.  Eles aplicaram um bloqueio injusto, criminoso e cruel, agora intensificado na pandemia. Bloqueio e ações restritivas que nunca realizaram contra nenhum outro país, nem contra aqueles que consideram seus principais inimigos. Portanto,  tem sido uma política perversa contra uma pequena ilha que apenas aspira a defender sua independência, sua soberania e construir a sua sociedade com autodeterminação,  segundo princípios que mais de 86% da população têm apoiado.”
“Em meio a essas condições, surge a pandemia, uma pandemia que afetou não apenas Cuba, mas o mundo inteiro, inclusive os Estados Unidos. Afetou países ricos, e é preciso dizer que diante dessa pandemia nem os Estados Unidos, nem esses países ricos tiveram toda a capacidade de enfrentar seus efeitos. Os pobres foram prejudicados, porque não existem políticas públicas dirigidas ao povo, e há indicadores em relação ao enfrentamento da pandemia com resultados piores que os de Cuba em muitos casos. As taxas de infecção e mortalidade por milhão de habitantes são notavelmente mais altas nos EUA que em Cuba (os EUA registraram 1.724 mortes por milhão, enquanto Cuba está em 47 mortes por milhão). Enquanto os EUA se entrincheiravam no nacionalismo vacinal, a Brigada Henry Reeve, de médicos cubanos, continuou seu trabalho entre os povos mais pobres do mundo (por isso, é claro, merece o Prêmio Nobel da Paz).

“Sem a possibilidade de invadir Cuba com êxito, os EUA persistem com um bloqueio rígido. Após a queda da URSS, que proporcionou à ilha meios de contornar o bloqueio, os EUA tentaram aumentar seu controle sobre o país caribenho. De 1992 em diante, a Assembleia Geral da ONU votou esmagadoramente pelo fim desse bloqueio. O governo cubano informou que entre abril de 2019 e março de 2020 Cuba perdeu 5 bilhões de dólares em comércio potencial devido ao bloqueio; nas últimas quase seis décadas, perdeu o equivalente a 144 bilhões de dólares. Agora, o governo estadunidense aprofundou as sanções contra as companhias de navegação que trazem petróleo para a ilha.”

É essa fragilidade que abre um flanco para as manifestações de descontentamento, sem que o governo tenha colocado tanques e tropas nas ruas. A resiliência do povo cubano, nutrida por exemplos como Martí, Che Guevara e Fidel, tem se demonstrado invencível. E a ela devemos, todos nós, que lutamos por um mundo mais justo, prestar solidariedade.

Protestan en la Embajada de Cuba en México; piden fin a bloqueo

Más de un centenar de personas se han reunido este mediodía a las puertas de la Embajada de Cuba en México para expresar su solidaridad con la isla y demandar el fin del bloqueo comercial impuesto por Estados Unidos.

Desde antes de las once de la mañana, arribaron a las afueras de la Embajada -ubicada en Presidente Masaryk 554, Polanco-, simpatizantes de la Revolución cubana con carteles y pancartas en las que manifiestan su “apoyo total” a Cuba y al gobierno que encabeza Miguel Díaz-Canel y un firme rechazo al bloqueo.

También han llegado grupos de jóvenes que se identifican como estudiantes de distintas universidades públicas como la UNAM y el IPN, con carteles en los que escribieron mensajes como “#CubaSíBloqueoNo”.

Fonte: La Jornada

Cuba: por el fin del bloqueo

Por Carlos Heller

Hay una historia reciente en Cuba y otra que ya lleva sesenta años. La primera es la que relata la existencia de problemas, insatisfacciones y descontentos en la isla. La segunda es la historia del bloqueo, una medida que un país poderoso, los Estados Unidos, ejecuta contra otro pequeño a lo largo de seis décadas para intentar asfixiarlo y doblegarlo.

La oposición política y mediática en la Argentina simplifica el relato: cuenta la primera historia sin la segunda. Por supuesto, ello no es sostenible. Ambas están interrelacionadas: el descontento en la isla no ocurre en el vacío sino en un escenario donde el bloqueo norteamericano se ha endurecido producto de una serie de medidas dispuestas por la administración Trump y heredadas por el gobierno de Biden.

Cuba está siendo agredida y, ante una agresión de esa magnitud, debemos expresar nuestra mayor solidaridad. Además, es necesario exigir el cumplimiento del principio de autodeterminación de los pueblos. En nombre de la libertad, no es admisible intentar quitarle a otro país la libertad de tomar sus propias decisiones.

Hace unas semanas, la Asamblea General de las Naciones Unidas dictó una nueva resolución contra el bloqueo económico de Estados Unidos a Cuba: 184 votos a favor, 2 en contra y 3 abstenciones. Sólo se opusieron Estados Unidos e Israel y se abstuvieron Colombia, Brasil y Ucrania.

Desde 1992, con la única excepción de 2020 debido a la pandemia, las Naciones Unidas han adoptado todos los años esta posición en contra de la medida unilateral de la potencia del norte. Francia, Inglaterra, Italia, Alemania, Reino Unido, España, Japón, la India, China, casi todos los miembros del G20 o de la OCDE, entre otros países, votaron a favor del levantamiento del bloqueo. En América Latina, salvo Brasil y Colombia, el resto de la región también apoyó el fin de la medida. Es decir: Estados Unidos, acompañado de Israel, sostiene una posición que lo aísla del mundo. Es una posición beligerante en minoría absoluta en el escenario global. En 29 oportunidades el organismo multilateral ha pedido por abrumadora mayoría el levantamiento del bloqueo. Paradójicamente, la forma de impulsar la libertad en Cuba, por parte de los EEUU, es intentando quitársela.

¿Qué significa bloqueo? Quiere decir que los Estados Unidos sancionan a todo aquel que comercie con Cuba, por ejemplo, a los barcos que tocan puerto cubano o a las compañías de seguros que aseguran a estos barcos que entran en contacto con la isla. El bloqueo también significa que Cuba prácticamente no tiene acceso a internet y que no puede operar financieramente en el mundo, entre muchas otras restricciones.

Con relación a este tema, el presidente Alberto Fernández ha dicho que “los bloqueos le están haciendo un daño incalculable a Cuba y Venezuela” y recordó que en las últimas dos reuniones del G20 pidió “por favor que se terminen los bloqueos en el mundo, porque cuando bloquean a un país bloquean a una sociedad, y eso es lo menos humanitario que existe”. Y agregó: “No soy yo quien debe decirle a los pueblos lo que tienen que hacer; ni la Argentina ni ningún país del mundo (…). Sí, tenemos que favorecer la paz de los pueblos y que los pueblos encuentren el diálogo y el camino de salida”.

El Presidente retoma una tradición que tuvo una de sus mayores manifestaciones cuando la Argentina rompió el bloqueo contra Cuba en el tercer gobierno peronista. En aquel entonces, el gobierno argentino impulsó el otorgamiento de un préstamo al país caribeño para financiar la compra de automóviles de fabricación local. Las terminales automotrices de origen norteamericano (Ford, Chrysler, General Motors) se negaron a cumplir con ese compromiso debido al bloqueo de los Estados Unidos contra la isla. El ministro de Economía argentino, José Ber Gelbard, contestó que “la Argentina no espera la autorización de nadie para que las empresas instaladas en su territorio efectúen transacciones con naciones con las que mantiene normales relaciones diplomáticas”.

En el mismo sentido, el presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, ha sostenido recientemente que para ayudar a Cuba “lo primero que se debería hacer es suspender el bloqueo como lo están solicitando la mayoría de países del mundo. Este sería un gesto verdaderamente humanitario. Ningún país del mundo debe ser cercado, bloqueado, eso es lo más contrario que pueda haber a los derechos humanos”. Además ha manifestado su “solidaridad con el pueblo cubano” y consideró que “debe buscarse una salida mediante el diálogo, sin el uso de la fuerza, sin confrontación, sin violencia. Tienen que ser los cubanos los que decidan porque Cuba es un país libre, independiente y soberano”.

En la semana, en una reunión del Grupo Hermandad en el que participan ex presidentes, ex cancilleres, parlamentarios y líderes populares de América Latina, el canciller de Cuba, Bruno Rodríguez, realizó un informe donde afirmó que el reciente ataque contra la isla “se trata de una operación político mediática organizada desde el territorio de los EEUU y desde dominios y cuentas fundamentalmente de la Florida, con alteración de mecanismos de geolocalización, con el uso de herramientas carísimas de alta tecnología”. Rodríguez añadió que “el bloqueo de EEUU y, en particular, las 240 medidas que aplicó el gobierno de Donald Trump, en especial las más de 50 que aplicó durante la pandemia, impidieron, por ejemplo, la adquisición de respiradores o ventiladores pulmonares para terapia intensiva o afectan la producción de vacunas”.

En la misma línea de la manipulación mediática comentada por el canciller cubano, el montaje que han realizado de las imágenes de las protestas ha sido grotesco. Por supuesto, eso no quiere decir que no haya problemas e insatisfacciones en la isla. Pero, junto a ello, un aparato de falsificación de los hechos intenta hacer aparecer esas protestas como masivas y desbordadas. Por ejemplo, hay fotos adjudicadas a Cuba que no tienen nada que ver con este país. Una de ellas está contextualizada como “los cubanos quieren libertad”, pero es una foto de la celebración en Buenos Aires del triunfo argentino en la Copa América ante Brasil. Otra hace referencia “al malecón habanero” pero es de una protesta en Egipto en 2011.

Necesitan falsificar los hechos para luego poder denunciarlos.

* Diputado nacional por el Frente de Todos y Presidente del Partido Solidario

Fonte: Página 12

Como detectar notícias falsas sobre os acontecimentos de 11 de julho em Cuba?

Cuba está sob o fogo de um ataque cibernético, uma das técnicas utilizadas na guerra não convencional que está sendo travada contra nossa nação.

A agressão informática inclui o ataque às plataformas digitais institucionais e aos meios de comunicação do país; e o bombardeio da mídia se baseia na manipulação de todos os públicos possíveis com base na especulação sobre realidades fictícias e na disseminação do terror ou do descontentamento na população.

As montagens de notícias estão se tornando mais comuns a cada dia. Pessoas e meios de comunicação a serviço dos interesses econômicos e políticos que movem o que aconteceu em Cuba desde domingo, 11 de julho, constroem narrativas paralelas usando várias ferramentas, incluindo fake news.

Muita falsidade circulou nas redes sociais, na mídia contra-revolucionária e na imprensa internacional. Alguns tomam como ponto de partida a crise de saúde gerada pela Covid-19, outros fábula sobre desequilíbrios políticos, assassinatos, entre outras atrocidades.


Primeiro foram convocados os protestos, depois o falso relato dos acontecimentos foi construído para gerar reações emocionais, de solidariedade com os manifestantes, e depois, as ações de vandalismo que ocorreram horas antes do nosso improvisado aparecimento na televisão, na volta de San Antonio de los Baños, denunciou ao povo neste sábado, o Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido e Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.


O caminho da infâmia está claro, “A história pretende ser contada ao contrário. Não importa o que ele disse, os apelos à unidade, paz e solidariedade entre todos não contam. A interpretação maliciosa é que se convocou uma guerra civil ”, disse o Chefe do Estado, acrescentando que embora desmanteladas as chamadas notícias falsas, os inimigos da Revolução já causaram danos incomensuráveis ​​à alma nacional.

Chaves para detectar notícias falsas

A equipe cubana especializada em comunicação digital, Dominio Cuba, explica em sua conta no Twitter algumas chaves para detectar notícias falsas.

– Ler as informações completas e não se deixar levar por um título muito chamativo é fundamental para evitar ser enganado.

– Verifique as fontes.

– Pare para olhar quem assina a notícia e, em caso de dúvida, investigue essa pessoa, descubra quais as outras notícias que publicou com o seu nome ou pseudónimo. Às vezes, notícias desse tipo são encontradas em páginas não oficiais.

– Recomenda-se procurar mais fontes que contenham essas mesmas informações, este passo ajudará a verificar a sua veracidade. – – Verificar as imagens que são utilizadas, assim como usar as ferramentas do Google para determinar se elas são manipuladas.

– A revisão do domínio ou URL, bem como os comentários da postagem, também ajudará durante a verificação.


No entanto, acrescentam, o bom senso diante do implausível e a desconfiança diante de acontecimentos inéditos devem nos acompanhar sempre que alguma informação for lida, principalmente na internet.

Removendo algumas máscaras

Nos últimos dias, as redes sociais vêm desmascarando como tudo o que aconteceu em Cuba, no último domingo, 11 de julho, foi organizado. Diferentes sites refletem em seus relatos oficiais o uso de imagens fora do contexto com o intuito de vender a ideia de um país em crise de ingovernabilidade.

Em sua conta no Twitter, Dominio Cuba, afirma o seguinte:

“Biden conta a grande mentira de que #Cuba é um estado falido para apaziguar os cubanos de Miami que acreditam na grande mentira de que ele não é um presidente legítimo”.

O próprio Presidente de Cuba o negou, postando no Twitter:

“Estado falido é aquele que, para agradar a uma minoria reacionária e chantagista, é capaz de multiplicar os danos a 11 milhões de seres humanos, ignorando a vontade da maioria dos Cubanos, americanos e a comunidade internacional”.

Por sua vez, a equipe de comunicadores do projeto La Red Verdad tem se empenhado em denunciar minuto a minuto notícias falsas e fotos que circulam no meio digital para confundir a opinião pública internacional sobre o que está acontecendo em Cuba.

Entre as mentiras que foram desmascaradas e depois compiladas por esta equipe nos últimos dois dias, estão:

– A Reuters América Latina especula e confunde ao dar voz a um operador político tendencioso contra Cuba.

– No Facebook, eles usaram o retorno de médicos cubanos em um avião da Força Aérea mexicana para tentar criar a ideia de que tropas estavam chegando.

– No twitter, publicaram imagens das expulsões das assembleias eleitorais na Catalunha como se tivessem ocorrido recentemente em Cuba.

– No Facebook, vários usuários das redes sociais estão se transformando em verdadeiras máquinas de notícias falsas contra Cuba. Circulou uma foto que não é de protestos em Cuba, mas de tumultos em Londres antes da final do Eurocopa 2020.

– No twitter, eles usam uma foto que não é dos protestos de 11 de julho em Cuba, mas das manifestações de Madrid em 2012 apoiando a mineração de carvão.

Houve tanta avalanche de desinformação contra Cuba que meios de comunicação como a RTVE, a televisão espanhola e a própria agência de notícias EFE ativaram seus sistemas de verificação de notícias falsas, incluindo os seguintes:

– Uma foto de uma passeata com milhares de pessoas sem máscaras circula no Twitter e no Facebook, mas não se trata de apoiadores do governo em julho de 2021, mas de uma passeata de trabalhadores em 1º de maio de 2017.

– Um vídeo que se tornou viral e que queriam mostrar como se fosse um assassinato em Cuba, é na verdade uma dramatização filmada durante uma cerimônia religiosa em Porto Rico. O material circula desde 2015.

Um conhecido comunicador, o mexicano Rafael Barajas Durán, mais conhecido como El Fisgón, também cartunista de esquerda, pintor, escritor e ativista político, publicou: “As campanhas de ódio da direita são baseadas em notícias falsas. Eles usam mentiras (fotos falsas, campanhas de boato) para reforçar seus preconceitos (e defender seus interesses). A verdade interfere em sua visão do mundo.

Como parte da velha tática de transformar a vítima em criminoso, Dominio Cuba denuncia que,

“É mentira que o governo de Cuba divulgua notícias falsas. Por que essa teoria da conspiração? Os investigadores forneceram evidências de operações de bot e trolling usando o Twitter, e a plataforma está completamente silenciosa. Por que será?”.


Também do InfodemiaMx, onde o pesquisador espanhol Julián Macías Tovar foi entrevistado como resultado de sua pesquisa em que demonstra como se orquestrou a campanha midiática #SOSCuba contra Cuba, foram exibidos vídeos e fotografias falsos veiculados nas redes sociais, como se fossem das manifestações na Ilha.

Nesta sexta-feira, o estudioso acrescentou, à lista de notícias falsas contra a Revolução, a publicação da conta de Twitter do gabinete da Alto Comissariada das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet. A este respeito, Macías Tovar publica: Nova história de 3 capítulos:


– A ONU usa a imagem de um ativista revolucionário cubano como um manifestante contra o governo.

– A pessoa na imagem (@BettyPairol) denuncia a manipulação com sua imagem.

– O Twitter bane a conta de Betty Pairol por atividades incomuns.

Não se confunda. A verdade – como diria o programa de filmes políticos da TVC – precisa de nós.

Fonte: Cotidiano News