Vox populi: distância cai para 6 pontos

Pesquisa Vox Populi/CUT divulgada na manhã desta sexta-feira aponta: Bolsonaro tem 53% das intenções de voto válidos e Haddad tem 47%; a diferença entre os dois é de apenas 6 pontos percentuais, o que indica que a disputa eleitoral está aberta e o país terá uma reta final emocionante, com uma subida do candidato do PT que tem sido a tônica das últimas eleições


Da pagina 247

Pesquisa Vox Populi/CUT divulgada na manhã desta sexta-feira aponta: Bolsonaro tem 53% das intenções de voto válidos e Haddad tem 47%. A diferença entre os dois é de apenas 6 pontos percentuais, o que indica que a disputa eleitoral está aberta e o país terá uma reta final emocionante, com uma subida do candidato do PT que tem sido a tônica das últimas eleições. Nos votos totais, considerados brancos, nulos e indecisos, o número é de 44% para Bolsonaro e 39% para Haddad, uma diferença de apenas 5 pontos, com 12% de brancos, nulos e “ninguém” e 5% de “não sabe” e “não respondeu”.

O cenário é bem diferente da pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta e que havia indicado Bolsonaro com 59% e Haddad com 41% de votos válidos -uma diferença de 18 pontos percentuais. Ou seja: está aberta uma disputa entre os institutos de pesquisas na chegada do segundo turno. A pesquisa Vox/247 feita na véspera do primeiro turno foi a que mais se aproximou do resultado das urnas -leia aqui.

Em votos espontâneos válidos, a pesquisa indica Bolsonaro com 54% e Haddad com 46% – oito pontos percentuais de diferença. Haddad tem 41% de rejeição contra 38% de Bolsonaro. 7% dizem que podem votar em qualquer um dos dois, 8% dizem que não votam em nenhum e 5% não sabem ou não responderam.

Dos entrevistados, 66% acreditam em vitória de Bolsonaro e 24% na de Haddad. 56% disseram ter assistido o horário eleitoral gratuito e 44% disseram que não assistiram. 23% afirmaram que o melhor programa do horário eleitoral gratuito é o de Haddad e 22% disserem que é o de Bolsonaro.

A pesquisa foi contratada pela CUT e contou com 2 mil entrevistas aplicadas em 120 municípios nos dias 16 e 17 (terça e quarta). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, estimada em nível de confiança de 95%. A sondagem foi registrada no TSE com o número BR-08732/2018.

Veja os principais números da pesquisa em tabelas:

 

Brazil Front-Runner Accused of Illegal Campaign Practices

SAO PAULO — A Brazilian presidential candidate on Thursday accused his far-right adversary of illegal campaign practices for allegedly allowing friendly businessmen to secretly pay to spread slanderous messages.


Da pagina NY Time

The accusations by left-leaning Fernando Haddad follow a report published by the newspaper Folha de S.Paulo saying businessmen linked to Congressman Jair Bolsonaro allegedly bankrolled the spread of fake news on the WhatsApp messaging service to benefit his candidacy. The article said a blast message campaign was planned for the week before the Oct. 28 runoff.

In a series of tweets, Bolsonaro, who is the front-runner in opinion polls, said any support of businessmen was voluntary. Gustavo Bebbiano, the chairman of Bolsonaro’s Social Liberal Party, denied receiving illegal donations.

“Every donation made until this day, no matter if it is our party or our candidate’s campaign, comes from resources donated to our platform, accordingly with legislation,” Bebbiano said

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Haddad e partido de Ciro vão à Justiça para cassar chapa de Bolsonaro

Eles apontam crimes eleitorais em suposta ação de empresários para custear mensagens anti-PT e fake news; opositores falam em “caixa 2”


Da pagina Veja

O presidenciável Fernando Haddad (PT) e o PDT, partido que o apoia no segundo turno, vão entrar na Justiça para pedir a punição de Jair Bolsonaro (PSL) e a impugnação de sua chapa em razão de reportagem desta quinta-feira do jornal Folha de S. Paulo que revela que empresários bancaram a disseminação de mensagens contra o PT nas redes sociais.

Segundo o jornal, as empresas – que também terão suas punições pedidas à Justiça – custearam, com contratos de 12 milhões de reais, serviços de disparos de conteúdos por meio do WhatsApp contra o partido e favorecendo Bolsonaro. Haddad disse que há indícios de outros “milhões de reais” em contratos ainda não identificados.

O caso se tornou o principal assunto do Twitter hoje no Brasil, com a hashtag “#Caixa2doBolsonaro”.

“Em qualquer lugar do mundo, isso seria um escândalo de proporções avassaladoras, poderia encerrar até com a impugnação da candidatura com a chamada do terceiro colocado para disputar o segundo turno”, disse Haddad. Quem chegou em terceiro lugar no primeiro turno foi Ciro Gomes, que é do PDT, partido que anunciou que vai à Justiça – ele teve 13.344.366 votos, representando 12,47% dos votos válidos.

O petista citou que o próprio Bolsonaro, falando por viva-voz no celular, pediu a empresários que financiassem a disseminação de mensagens aos eleitores. Para Haddad, houve crimes de organização criminosa, caixa 2, calúnia, difamação e lavagem de dinheiro.

Independentemente do resultado eleitoral, Haddad afirmou que sua campanha vai rastrear os responsáveis pela disseminação do conteúdo e pedirá a prisão em flagrante ou prisão preventiva dos responsáveis. O petista também afirmou que vai cobrar de Bolsonaro uma reparação por informações mentirosas feitas contra ele durante o processo eleitoral. “Isso não tem prazo para acabar, vamos até as últimas consequências.”

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que os argumentos do pedido que o partido irá apesentar à Justiça ainda estão sendo preparados pelos advogados da legenda, que devem endereçar a solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No início da tarde, sem mencionar a reportagem da Folha, Bolsonaro afirmou no Twitter que “apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita”.

Impugnação

Especialistas ouvidos pela agência Reuters avaliam que, confirmadas as informações reveladas pela reportagem, a campanha de Bolsonaro pode ser acusada de abuso de poder econômico, abuso do uso de meios de comunicação e omissão de doações de campanha, o que poderia levar à impugnação da chapa, mesmo que Bolsonaro não soubesse da ação de empresários a seu favor.

“Se confirmada, a prática pode configurar abuso de poder econômico, levando à inelegibilidade nessa própria eleição. A jurisprudência diz que, mesmo que não tenha sido ele ou a campanha, a candidatura pode responder pelo ilícito”, disse Daniel Falcão, coordenador do curso de pós-graduação em Direito Eleitoral do Instituto Brasiliense de Direito Público.

O advogado especialista em legislação eleitoral Francisco Emerenciano acrescenta que o caso pode ainda configurar omissão de despesas, o popular caixa 2, além do abuso de poder econômico, se as acusações forem verdadeiras.

“Em se configurando isso, no mínimo, se houver o conhecimento prévio da campanha – e não tem como o beneficiário não ficar sabendo em valores como esse – eu poderia ter um questionamento de que houve omissão de despesa de campanha”, disse Emerenciano.

O jornal Folha de S. Paulo relata que cada pacote de disparos em massa custaria cerca de 12 milhões de reais, para o envio de centenas de milhões de mensagens. Ao menos quatro empresas podem ter usado essa prática, segundo a reportagem.

Quatro especialistas ouvidos pela Reuters concordam que, em tese, mesmo a campanha alegando que não tem relação com a decisão de empresários que agiram em prol de Bolsonaro, o candidato poderá ser responsabilizado por crime eleitoral, já que o resultado da eleição pode ser alterado por ações em seu benefício.

“A responsabilização é objetiva. Não está sendo avaliado a conduta pessoal de Bolsonaro. A responsabilidade do abuso de poder é objetiva, não importa se a campanha agiu com culpa (sem intenção) ou dolo (propositalmente). Vai ser avaliado se conduta teve ou não influência na campanha”, diz Guilherme Salles Gonçalves, especialista em Direito Eleitoral e membro fundador da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político.

Não em Nosso Nome: Contra o fascismo no Brasil e a recolonização da América Latina

#EleNão (#ElNo)

Da Solidariedade Internacional chamamos as forças democráticas e progressistas, os homens e mulheres honestos de Brasil e da América Latina a apoiar de maneira unitária e contundente a candidatura de Fernando Haddad-Manuela D’Ávila.


Da pagina REDH-Cuba

A estratégia executada pela oligarquia brasileira foi desenhada pelo governo dos EUA para criminalizar e tentar destruir o PT. Através do golpe mediático, judicial e parlamentar levado a cabo em setembro do 2016 despojaram Dilma Rousseff do poder, instalando o corrupto governo de Temer, fantoche da Casa Branca que em só dois anos tem castigado o povo suprimindo as conquistas sociais dos trabalhadores, militarizando as ruas do Brasil e voltando a povoar as favelas de enormes guetos de miséria.

Em essa estratégia era necessário encarcerar Lula, ainda que não existisse uma só prova, desmoralizar todo o resquício de justiça, impedir sua candidatura, satanizar o PT, sua história de lutas e seus principais dirigentes. Lula está preso há 188 dias e apesar de sua proibição era o candidato com maior intenção de voto.

Tiveram que soltar a fera do museu dos horrores: o capitão nazista fascista Jair Bolsonaro, que se orgulha e reivindica a ditadura militar, a tortura, a esterilização em massa dos pobres; a pena de morte e o ódio à mulher; o que prefere um filho morto que um filho gay; o que despreza o povo e chama estúpidos aos eleitores. O que promete o esvaziamento do Estado, a privatização dos enormes recursos naturais do Brasil, a segurança cidadã aplicando a pena de morte e a venda de armas para que as pessoas  “acertem suas contas e matem  quem quiser, mesmo o que rouba – ainda que seja para comer- e menor de idade”. O que promete aos patrões tirar a gratificação dos trabalhadores. Nunca na história de Brasil se blasfemou e incitou ao ódio como nesta campanha eleitoral. Desde 30 de Setembro contam-se 70 crimes de ódio. Até marcar com arma branca uma suástica nazista no corpo de uma jovem de 19 anos por vestir uma camisa com a etiqueta #EleNão

Esse não é o Brasil que queremos e admiramos, alegre, trabalhador, bondoso e solidário, o da dança e do esporte, o da bela música, a cultura e os poetas baianos. O verde Brasil das lutas heroicas dos trabalhadores e dos sem terra.

Bolsonaro, o espantalho hitleriano que nos enche de vergonha alheia, é a cara pública do aparelho militar à espreita, o pior da humanidade que começou com Trump nos EUA, Macri na Argentina, Duque na Colômbia, Piñera no Chile. Porque todos eles são o mesmo, parte da grande estratégia de Washington: recolonizar a América Latina, destruir nossa soberania, impor os planos de submissão ao FMI e apoderar-se de nossos enormes recursos naturais.

A noite escura das ditaduras militares produziu mais de 200 mil mortos e desaparecidos na região; milhares de prisioneiros políticos e exilados, o cárcere, e a feroz tortura foi a antessala para impor os planos de dependência imperial e a impagável dívida externa ao FMI.

Ainda que queiram apagá-la, nossos povos têm memória e têm dito Nunca Mais.

Em 28 de outubro não se elege um candidato. Joga-se o destino, a vida e a liberdade de Nossa América. Que este chamado à consciência e a esperança do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos, some forças à Frente Ampla Antifascista, leve nosso abraço a Lula e apoie decididamente  Fernando Haddad-Manuela D’Avila

#EleNão #EleNunca

#EleJamais #ElNuncaMas

#ContraOFascismoBrasilVotaHaddad

#ContraElFascismoBrasilVotaHaddad

#VouDeHaddad #VoyConHaddad

#HaddadSim    #HaddadPresidente #Haddad  #HaddadEManu

Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos

 

Posição política do MST em relação ao 2° turno das eleições presidenciais no Brasil

Entendemos que nessas eleições estão em disputa dois projetos. E nos posicionamos a favor do projeto que defende os trabalhadores e trabalhadoras, a democracia e um país mais justo e soberano

Da Página do MST 

O MST manifesta seu apoio à candidatura de Fernando Haddad e Manuela D’ Avila a presidência da República e convoca as famílias assentadas e acampadas, os apoiadores e apoiadoras da luta pela reforma agrária à somarem-se na luta para elegermos um projeto popular para o Brasil neste segundo turno.

Entendemos que nestas eleições estão em disputas dois projetos. E nos posicionamos a favor do projeto que defende os trabalhadores e trabalhadoras, a democracia e um país mais justo e soberano. Por isso, convocamos a todos e todas para a tarefa do trabalho de base, de debate, conscientização e de construção de um Brasil para todos e todas.

Em nossos 34 anos, sempre defendemos a democracia, os direitos humanos e os direitos sociais. Assim como aprendemos na prática que o discurso da violência do Estado sempre se dirige contra os mais pobres. Portanto, nosso lado sempre foi o da vida, o da luta, o da justiça, o da democracia e a defesa dos direitos.

Apoiamos Haddad porque acreditamos que a saída para a grave crise social, política e econômica do nosso país só é possível com um projeto popular que garanta geração de emprego e renda sem retirada dos direitos.

Porque lutamos por vida digna e justiça no campo, com a produção de alimentos saudáveis, com respeito aos bens comuns da natureza, com políticas sociais que desenvolvam as agroindústrias e a agroecologia, a educação do campo e o combate a toda forma de discriminação e preconceito apoiamos Haddad.

Por isso, convocamos também a sociedade para combater o retrocesso, o autoritarismo e a intolerância expressos na outra candidatura. Para isso é importante o engajamento de todos e todas, em cada espaço, em cada bairro, em cada município, para que o medo e a violência não nos derrotem, nem submetam nosso país a um projeto de retrocesso, de retirada de direitos e de subordinação ao capital e aos interesses internacionais.

Reafirmamos nosso compromisso em seguir lutando pela liberdade do presidente Lula,  denunciando as violações constitucionais e manipulações do judiciário e da mídia burguesa que interferem e violam a vida democrática do país.

Os brasileiros e brasileiras derrotarão o medo, a intolerância e a violência.

Lula Livre!

Lutar, construir reforma agrária popular!

 

Direção Nacional do MST

São Paulo, 11 de Outubro de 2018.

Em defesa da democracia, em defesa do povo brasileiro

En defensa de la democracia, en defensa del pueblo brasilero

In defense of democracy, in defense of the brazilian people

Da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade, assistimos com grande preocupação aos desdobramentos políticos que vêm ocorrendo no Brasil.

Quando o golpe parlamentar contra a legítima Presidenta Dilma Rousseff foi levado a cabo nós denunciamos, e protestamos contra a prisão, sem qualquer prova, do Presidente Lula, cujo único crime foi tirar milhões e milhões de brasileiros da pobreza, algo pelo qual as elites transnacionais e o imperialismo norteamericano nunca o perdoaram.

Agora estamos testemunhando com horror a ascensão de um candidato abertamente fascista, misógino, homofóbico e racista. Um candidato que representa todos os anti-valores de uma sociedade democrática. Este momento só pode ser enquadrado na profunda crise que o modelo econômico neoliberal provocou em nossas sociedades. É montado sobre o ódio e a frustração de amplas camadas da população que deram origem a figuras como Trump, Le Pen, Salvini ou Netanyahu.

A vitória de uma candidatura abertamente fascista como Bolsonaro no Brasil não seria apenas uma tragédia para o povo brasileiro, um holocausto social contra os pobres, mulheres, negros, a comunidade LGTBIQ e, em geral, contra a própria democracia do Brasil. Seria também desastroso para os avanços em direção à emancipação da América Latina. Mais importante ainda, o resultado seria uma parada para a combinação de forças e governos populares na América Latina e no Caribe, e um revés para a humanidade como um todo.

Neste momento histórico, fazemos um apelo à unidade de todas as forças, não só de esquerda e progressistas, mas, acima de tudo, da unidade de homens e mulheres que acreditam em valores democráticos, para formar uma frente contra o fascismo que impede o retorno de fantasmas que deixaram tantos mortos e desapareceram em nossa América no passado.

Por isso, apelamos por uma luta unida contra os interesses das grandes elites econômicas e midiáticas e pela defesa do legado de Lula e da democracia, um legado que hoje se manifesta na candidatura de Fernando Haddad-Manuela D’Avila. É imperativo que o Brasil retorne ao caminho que foi desviado pelos golpistas, um caminho de soberania e justiça social para o povo brasileiro. Porque nós acreditamos em um Brasil feliz de novo, eles não passarão.

9 de outubro de 2018

REDH-Cuba