Papa ratifica cercanía con Cuba y llama a la solidaridad

El jefe del Estado de la ciudad del Vaticano, el papa Francisco expresó este domingo, desde Roma, lo que denominó su “cercanía con el querido pueblo cubano”, a propósito de los sucesos de la última semana en el país caribeño.

El pronunciamiento del también jefe de la Iglesia Católica se produjo tras rezar la oración mariana del Ángelus, en la cual Francisco se pronunció sobre pueblo cubano “en estos momentos difíciles, especialmente a las familias que más sufren”, en referencia a los efectos combinados de la pandemia de la Covid-19 y el reforzamiento del bloqueo de Estados Unidos.

A pesar de la presión de la extrema derecha cubanoamericana para que tomara partido contra el Gobierno cubano, Francisco dijo que pide “al Señor que les ayude (a los cubanos) a construir en paz, diálogo y solidaridad una sociedad cada vez más justa y fraterna”. 

En ese sentido, el obispo de Roma, exhortó “a todos los cubanos a encomendarse a la protección maternal de la Virgen María de la Caridad del Cobre (patrona católica de Cuba). Ella les acompañará en este viaje”.

Francisco ha visitado Cuba como papa  en dos ocasiones, en 2015 y 2016 y en ambas tomó contacto con la realidad del pueblo cubano afectado por el bloqueo de Estados Unidos al país, el cual, sin ser mencionado por uno de sus predecesores, Juan Pablo II, fue calificado de “moralmente inaceptable”.

De esta forma, el Jefe del Estado de la Ciudad del Vaticano, se pronuncia sobre las manifestaciones y disturbios vividos por Cuba el pasado 11 de julio, detonados por la crisis económica agravada por la pandemia de la Covid-19, el bloqueo de Estados de Unidos mantenido con Joe Biden, y una intensa campaña de intoxicación promovida desde el exterior.

Fonte: TeleSur

Venezuela y Cuba reafirman cooperación estratégica

La vicepresidenta ejecutiva de Venezuela, Delcy Rodríguez, reafirmó la cooperación estratégica con Cuba, tras culminar su visita oficial a la isla, ocasión en que se ratificaron los acuerdos de cooperación para enfrentar desafíos como la pandemia del Covid-19.

A través de su cuenta en Twitter, Rodríguez destacó la “extraordinaria reunión con el presidente Miguel Díaz-Canel y las más altas autoridades de Cuba”. 

“Llevamos la solidaridad del presidente Nicolás Maduro y el pueblo venezolano frente a la criminal arremetida imperial contra el pueblo cubano! Sentimos el espíritu invencible de Martí y Fidel”,

“Recibí a la vicepresidenta Ejecutiva de Venezuela Delcy Rodríguez Gómez. Dialogamos sobre los principales aspectos de los vínculos de cooperación entre ambas naciones y el enfrentamiento a la Covid-19. Entre ambos pueblos destaca la invariable y mutua solidaridad”, escribió, por su parte, el mandatario cubano en la red social.

Por su parte, el embajador venezolano en la isla caribeña, Adán Chávez, escribió: “Concluye visita de nuestra vicepresidenta Delcy Rodríguez a la República de Cuba; visita en la que quedaron reafirmados una vez más los excelentes vínculos de cooperación entre ambos países y la plena disposición de seguir trabajando juntos por el bienestar de nuestros pueblos”.

Rodríguez fue recibida por el presidente Díaz-Canel, en La Habana y durante su encuentro, ambos dirigentes dialogaron sobre los principales aspectos de los vínculos de cooperación entre las dos naciones y otros temas de interés, como el enfrentamiento a la pandemia.

En el intercambio estuvieron presentes, por la parte cubana, el primer ministro Manuel Marrero; el viceprimer ministro, Ricardo Cabrisas; el canciller Bruno Rodríguez, y el titular de Comercio Exterior y la Inversión extranjera, Rodrigo Malmierca.

También, el director general de América Latina del Ministerio de Relaciones Exteriores, Eugenio Martínez, y el embajador de Cuba en Venezuela, Dagoberto Rodríguez, mientras que la vicepresidenta Rodríguez estuvo acompañada por Adán Chávez.

También Rodríguez expresó a través de su cuenta Twitter su rechazó ante las acciones desestabilizadoras que se promueven y ejecutan en contra del pueblo y el gobierno de Cuba.

Cuba ha vivido en los últimos días acciones realizadas por algunos sectores que pretenden subvertir el orden interno en la isla, promoviendo movilizaciones y actividades en contra de las instituciones y el Gobierno cubano las cuales cuentan con el respaldo y financiamiento de Estados Unidos y grupos ultraderechistas.

Toda solidariedade à Revolução Cubana e ao presidente Díaz-Canel

Cuba vem sendo agitada nesses dias por manifestações contrarrevolucionárias estimuladas e orientadas pelos Estados Unidos, conforme denunciou o presidente da ilha caribenha, Díaz-Canel. A intenção do imperialismo é desestabilizar o governo, derrotar e destruir o regime socialista implantado no país após a Revolução liderada por Fidel Castro e Che Guevara em 1959.

Este é um velho objetivo de Washington, que se verifica pelo menos desde a frustrada invasão da Baía dos Porcos em abril de 1961. A hostilidade aumentou com a crise dos mísseis, envolvendo a União Soviética, e a imposição do bloqueio econômico a partir de 1962, que apesar da condenação quase unânime da comunidade internacional nunca foi abandonado.

Ao contrário o cerco econômico tornou-se mais cruel desde o governo Trump. O governo do democrata Joe Biden deu curso à política trumpista e nesta segunda-feira (12) fez questão de demonstrar seu apoio aos manifestantes contrarrevolucionários.

No passado, Fidel Castro foi alvo de centenas de tentativas de assassinatos, promovidas com o apoio da CIA e da Casa Branca. Agora os Estados Unidos exploram a crise sanitária e econômica que perturba a sociedade cubana, assim como de outros países na América Latina e em todo o mundo, para criar um clima político favorável a seus planos de desestabilização e destruição do socialismo em Cuba.

As dificuldades vividas hoje pelo povo cubano decorrem em grande medida do infame bloqueio econômico imposto pelos imperialistas, que até hoje mantêm uma base militar na ilha, local onde a hedionda prática da tortura foi generalizada.

Sufocando a economia do país, o propósito que preside o bloqueio é provocar uma convulsão popular. Querem impor a Cuba o retrocesso ao capitalismo e à exploração neocolonial, o que viria acompanhado da destruição das conquistas do socialismo, sobretudo na saúde e educação, que são hoje alvos preferenciais do apetite capitalista em todo o mundo.  

Ressalte-se que apesar do bloqueio, que impede até a importação de medicamentos, Cuba desenvolve cinco vacinas próprias contra a covid-19 e iniciou a vacinação do seu povo com os imunizantes que criou numa nova prova da excelência de sua medicina. Saúde e educação na Ilha Socialista são serviços públicos, gratuitos e universais. Sob o capitalismo seriam privatizados e, como nos EUA, transformados em mercadorias às quais a maioria da classe trabalhadora não tem acesso.

É preciso compreender que a renovada ofensiva contrarrevolucionária em Cuba ocorre num cenário marcado também pelo acirramento do conflito geopolítico que opõem os EUA (aliados a uma relutante Europa) à China e à Rússia, o que enseja o rejuvenescimento da intolerância política, do anticomunismo e da extrema direita em todo o mundo no âmbito do que alguns analistas batizaram de nova guerra fria fomentada pelo imperialismo.

Os protestos contra o governo socialista, embora contem com certo respaldo popular, na realidade fazem parte de uma guerra híbrida mais geral que emite outros de seus sinais nas provocações da Otan contra a Rússia na Ucrânia, nas sanções contra a Venezuela e no recente encontro de Jair Bolsonaro com um diretor da CIA.

As ofensivas recorrentes do império sempre esbarraram na muralha da unidade do povo em torno do Estado socialista e da soberania nacional. Desta vez não será diferente, apesar do bloqueio e da crise. No domingo manifestantes foram às ruas em defesa da Revolução, da soberania e da independência nacional conquistadas arduamente pelos revolucionários.

A CTB repudia energicamente a ofensiva reacionária dos EUA, exige respeito ao direito à autodeterminação dos povos e manifesta total solidariedade à Revolução Cubana, ao socialismo e ao presidente Díaz-Canel, consciente de que expressa o sentimento da classe trabalhadora e das forças progressistas brasileiras.  

São Paulo, 12 de julho de 2021

Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)              

Nota de Solidariedade do Partido dos Trabalhadores ao povo e ao governo da irmã República de Cuba

O Partido dos Trabalhadores (PT) expressa seu apoio e solidariedade incondicionais ao povo e ao governo da irmã República de Cuba, que há seis décadas são vítimas de um bloqueio por parte dos Estados Unidos da América (EUA), prejudicando as relações comerciais e diplomáticas do país com o resto do mundo.

No último dia 23 de junho, o PT se manifestou sobre a votação pelos países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) quanto ao bloqueio, que foi condenado por esmagadora maioria com 184 votos, tendo havido apenas dois votos em defesa do bloqueio (EUA e Israel) e três abstenções (Brasil, Colômbia e Ucrânia). Esta posição da ONU é a mesma desde quando o tema foi votado pela primeira vez.

O povo cubano é a maior vítima deste longo e criminoso bloqueio, sendo alijado de condições regulares para uma vida digna, que poderia ser alcançada em uma situação de normalidade.

Aliado ao advento da pandemia de COVID-19, no início de 2020, o país teve dificultado seu acesso a alimentos, material sanitário e recursos financeiros num momento de extrema necessidade. Além disso, a pandemia levou ao agravamento da situação econômica interna, em consequência de uma drástica queda dos ganhos com o turismo, uma das principais fontes de renda do país.

Contrariando todas estas adversidades, Cuba conseguiu desenvolver uma vacina contra o SARS-CoV-2, utilizando tecnologia própria, estando em estágio avançado de vacinação interna e inclusive tendo sido capaz de exportar doses para outros países.

Com base no exposto, o PT condena os que – a exemplo do governo estadunidense – falam em “ajuda humanitária” ao mesmo tempo que mantém o bloqueio e aprovam recursos financeiros para grupos de oposição.

O PT reafirma sua condenação irrestrita ao bloqueio e exige seu levantamento imediato por questões humanitárias, de respeito às leis internacionais e ao direito inalienável dos povos por sua soberania e autodeterminação.

12 de julho de 2021.

Comissão Executiva Nacional do PT