Governo Cubano denuncia ameaças contra seus diplomatas

247 – O Ministério das Relações Exteriores de Cuba denuncia ameaças contra seus diplomatas, principalmente depois da intensificação das hostilidades por parte dos EUA na sequência do atentado contra a embaixada da ilha em Washington.

A declaração do Ministério das Relações Exteriores de Cuba afirma que as intimidações foram relatadas nos Estados Unidos, México, Costa Rica, Antígua e Barbuda, Canadá, Chipre, Áustria e Angola, e os respectivos governos foram informados.

Cuba enfatiza que a cumplicidade manifesta do governo dos EUA “carrega o perigo de ser assumida como um endosso do terrorismo”, informa Prensa Latina.

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“A perseguição a Assange pelos EUA é encorajada pela covardia de jornalistas que o abandonam.”

A dura frase acima, do jornal Le Monde Diplomatique, faz parte da denúncia subscrita por quarenta jornalistas de 17 países que exigem a libertação de Julian Assange, preso na Inglaterra, e sua não-extradição para os EUA. Segundo a ONU, Assange vem sendo submetido a torturas psicológicas que colocam sua vida em risco. A seguir, o documento e os primeiros signatários.

Em declaração pública de 1º de novembro, o Relator Especial das Nações Unidas sobre Tortura, Nils Melzer, expressou “alarme pela deterioração contínua da saúde de Julian Assange desde sua prisão e detenção no início deste ano”, e afirma que “sua vida agora está em perigo.”

Melzer, em um relatório datado de maio, havia expressado: “Em vinte anos de trabalho com vítimas de guerra, violência e perseguição política, nunca vi um grupo de estados democráticos se reunir para isolar, demonizar e abusar deliberadamente de um indivíduo por tanto tempo, sem respeitar a dignidade humana ou o estado de direito.”

Ele acabara de visitá-lo com uma equipe médica especializada na prisão de alta segurança em Belmarsh, Londres. Uma de suas conclusões é que o detento “mostrou todos os sintomas típicos de exposição prolongada a tortura psicológica, estresse extremo, ansiedade crônica e trauma psicológico”.

Assange se refugiou em junho de 2012 na embaixada equatoriana em Londres. Em agosto, o governo do presidente Rafael Correa concedeu-lhe asilo político. Não poder sair de lá, porque ele seria preso e provavelmente extraditado para os Estados Unidos, fez dele um prisioneiro. “A nacionalidade equatoriana que lhe foi concedida em dezembro de 2017 não foi suficiente para mudar sua situação.”

Em 11 de abril deste ano, o novo presidente do Equador, Lenín Moreno, a pedido do governo dos EUA, retirou seu asilo e nacionalidade. Ele foi então entregue às autoridades britânicas, que o confinaram na prisão de Belmarsh. Isolado e incapaz de preparar sua defesa, ele aguarda um julgamento que decidirá sua extradição para os Estados Unidos, onde, sob as acusações atuais, ele poderá ser sentenciado a até 175 anos de prisão.

Assange, editor do WikiLeaks, é acusado por Washington de “conspiração” e “espionagem” por ter compartilhado com muitos veículos de comunicação no mundo os “Diários de Guerra”. São milhares de documentos militares e diplomáticos sobre vários crimes de guerra cometidos pelos EUA no Afeganistão e no Iraque.

O relator Melzer disse sobre isso: “Enquanto o governo dos EUA processa o Sr. Assange por publicar informações sobre graves violações dos direitos humanos, incluindo tortura e assassinato, os funcionários responsáveis por esses crimes continuam impunes”.

Entre outros, seu trabalho foi reconhecido em 2011 com o “Walkley Award” por sua excelente contribuição ao jornalismo; o prêmio de jornalismo Martha Gellhorn; o Prêmio Índice de Censura; o prêmio New Media, do The Economist; New Media Award, da Anistia Internacional, e o Gavin MacFayden Award de 2019. O WikiLeaks também foi indicado em 2015 para o ONU Mandela Award e sete vezes para o Nobel da Paz (de 2010 a 2015 e em 2019).

Algumas semanas atrás, um grupo de jornalistas e comunicadores iniciou uma campanha por sua liberdade. Eles proclamam: “Se o governo dos Estados Unidos puder processar Julian Assange por publicar documentos classificados, abrirá o caminho para os governos processarem jornalistas em qualquer lugar do mundo, o que estabeleceria um precedente perigoso para a liberdade de imprensa, a nível mundial […] Em uma democracia, crimes de guerra e casos de tortura e abuso devem ser revelados sem a necessidade de ir para a cadeia. Esse é precisamente o papel da imprensa em uma democracia. Até o momento, não chega a mil o número de jornalistas que responderam a essa chamada. Muito poucas organizações de direitos humanos assumiram seriamente a defesa de seu caso.”

Por que essa atitude em relação a Assange? O relator especial Melzer tem uma explicação: “Depois de ter sido desumanizado através do isolamento, do ridículo e da vergonha, foi muito fácil privá-lo de seus direitos fundamentais sem provocar a indignação da opinião pública mundial”.

O editorial do Le Monde Diplomatique de dezembro de 2019 diz: “A perseguição ao senhor Assange pelas autoridades americanas é encorajado pela covardia de jornalistas que o abandonam ao seu destino e até se deleitam com seu infortúnio.”

Portanto, nós, membros da Rede de Defesa da Humanidade e que desejamos participar deste chamado, exigimos respeito pelo devido processo, a não extradição e a libertação imediata de Julian Assange. Instamos as organizações nacionais e internacionais, intelectuais e jornalistas e sua mídia a encerrar a campanha contra esse ser humano corajoso pelo crime de revelar crimes de guerra contra a humanidade. Exigimos que a opinião pública seja verdadeiramente comunicada sobre esta terrível violação de seus direitos fundamentais. Como diz o apelo dos jornalistas, “tempos perigosos exigem jornalismo corajoso”.

Alicia Jrapko, EUA


Anarella Vélez, Honduras


Ángel Guerra, Cuba/México


Antonio Elías, Uruguai


Arantxa Tirado, Espanha


Ariana López, Cuba


Arnold August, Canadá


Atilio Borón, Argentina


Camille Chalmers, Haiti


Carlos Alberto (Beto) Almeida, Brasil

Carmen Bohórquez, Venezuela

Fernando León Jacomino, Cuba

Fernando Buen Abad, México/Argentina

Fernando Morais, Brasil

Florencia Lagos, Chile


Gabriela Cultelli, Uruguai


Gilberto Ríos, Honduras

Hernando Calvo Ospina, França

Hildebrando Pérez Grande, Peru

Hugo Moldiz, Bolívia


Irene León, Equador

Javier Couso, Espanha


Javiera Olivares, Chile


Katu Arkonada, País Basco/México

Luis Hernández Navarro, México

Marcos Teruggi, Argentina/Venezuela

María Nela Prada, Bolívia


Marilia Guimarães, Brasil


Nadia Bambirra, Brasil


Nayar López, México


Omar González, Cuba


Orlando Pérez, Equador


Pablo Sepúlveda Allende, Venezuela

Pasqualina Curcio, Venezuela


Paula Klachko, Argentina


Pedro Calzadilla, Venezuela


Ricardo Flecha, Paraguai


Sergio Arria, Venezuela/Argentina

Stella Calloni, Argentina


Tim Anderson, Austrália

MAIS MÉDICOS: UM EXEMPLO DE HUMANIDADE NA SOLIDARIEDADE CUBANA

Como explicar um projeto humanitário aos desprovidos de humanidade? Como explicar um projeto social aos que giram em torno do capital? 

São diferenças de paradigma que desnudam a indiferença com o outro, a falta de alteridade, a incapacidade de empatia.

A partir de 2019, cerca de 44 milhões de brasileiros de baixa renda ficarão sem assistência médica em mais de dois mil municípios do interior do país. Um governo que se autoproclama “sem viés ideológico” perderá 9 mil médicos cubanos por questões ideológicas e, também, por ignorância. Por desconhecer a história das missões médicas de Cuba ao redor do mundo.

A primeira missão médica cubana humanitária foi em 1963, na Argélia.  Cuba, em nome da defesa da humanidade, se comprometeu a cuidar das populações pobres do planeta. Nascia a solidariedade internacionalista. As missões humanitárias cubanas se estenderam pelos quatro continentes, com características próprias, únicas, baseadas no entendimento das necessidades de cada povo.

Em 31 de maio de 1970, o Peru foi atingido por um terremoto na faixa de 7.9 na escala Richter deixando mais de 80.000 mil mortos e milhares de famílias desabrigadas. Mais de 100.000 mil cidadãos cubanos doaram sangue, e uma das 1.as brigadas entre médicos  e agentes sanitaristas aportaram em Ancash. Vale ressaltar, que o Peru não tinha relações diplomáticas com a Republica Cubana.

Durante as décadas que se seguiram, Cuba enviou gratuitamente brigadas médicas a diversos países atingidos por catástrofes naturais. Em Pisco, durante o ano de 2007, médicos cubanos atenderam 228 mil consultas e realizaram 2.000 mil cirurgias complexas, solidários com as vitimas do terremoto. A atuação dos médicos cubanos no Haiti foi essencial. Destacamos a luta contra o ˜Ebola na África, a cegueira na América Latina e Caribe, o cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas do contingente internacional de médicos especializados em desastre e grandes epidemias no Paquistão, Indonésia, México, entre outros países.

O Brasil, país continental, oitava economia do mundo aparece no ranking mundial da saúde no lugar 125. Formandos de universidades federais e estaduais, médicos brasileiros, se recusam a fazer atendimento fora dos grandes centros urbanos. Associam-se a planos de saúde, negam-se a prestar serviços nas regiões carentes sob as mais esdruxulas alegações, embora tenha sido o próprio Estado ou a Federação o responsável pelo pagamento dos custos de sua formação acadêmica.

Neste Estado de miséria, o Brasil necessitava de um projeto de saúde que se não abarcasse os mais de 200 milhões de brasileiros pelo menos minorasse esta diferença.

Com tal propósito, foi criado o Programa Mais Médicos ( Medida Provisória 621 publicada no DO, em 08/07/2013 e regulamentada no mesmo ano pela Lei 12.871, após amplo debate público junto ã sociedade  e no Congresso Nacional.

Os médicos cubanos trabalham em lugares de pobreza extrema, com alto risco de vida. Foram a favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, dando ênfase a 34 reservas indígenas, sobretudo na Amazônia. O programa foi amplamente reconhecido pelos governos Federal, Estadual, Municipal e principalmente pela população. Segundo um estudo realizado pelo Ministério da Saúde do Brasil, e a Universidade Federal de Minas Gerais o grau de aceitação entre a população atinge a 95%.

Acabar com um Programa de 55 anos de experiência, de competência, solidariedade é no mínimo falta total de humanidade. Deixar a população sem esta assistência vital é condená-la à morte prematura.

Quanto às condições contratuais devemos lembrar aos desavisados ou mal informados que nenhum médico cubano entra no Programa sem ter conhecimento detalhado das condições contratuais, firmadas entre a OMS, o Governo Cubano e a Republica Federativa do Brasil.

A proposta de mudança no Contrato inicial depois de ser estudado com rigor, é indecorosa e desrespeitosa àqueles que trabalharam em condições precárias, tendo inclusive óbitos pela falta de condições no país tanto na área da saúde, quanto na segurança.

Cuba não é um país capitalista. Quer dizer, não é refém do capital. Não responde às determinações dos países chamados desenvolvidos, com a exploração das nossas riquezas, e, preserva o que nunca tivemos em anos de República- Soberania.

É preciso ética, coerência e respeito ao cidadão. Não se pode desestabilizar a vida dos que precisam dos médicos cubanos. O povo brasileiro, com legitimidade e soberania, escolheu um novo governante. Mas não deu respaldo para que ele, neste momento de dor e sofrimento, modifique os termos do Programa Mais Médicos, quebrando um convenio firmado pela Organização Pan Americana de Saúde e Cuba e, sobretudo, condenando milhões de brasileiros à desassistência, o descaso e a morte.

Rede Internacional de Intelectuais, artistas e movimentos sociais em defesa dahumanidade – Capitulo Brasil

Posição política do MST em relação ao 2° turno das eleições presidenciais no Brasil

Entendemos que nessas eleições estão em disputa dois projetos. E nos posicionamos a favor do projeto que defende os trabalhadores e trabalhadoras, a democracia e um país mais justo e soberano

Da Página do MST 

O MST manifesta seu apoio à candidatura de Fernando Haddad e Manuela D’ Avila a presidência da República e convoca as famílias assentadas e acampadas, os apoiadores e apoiadoras da luta pela reforma agrária à somarem-se na luta para elegermos um projeto popular para o Brasil neste segundo turno.

Entendemos que nestas eleições estão em disputas dois projetos. E nos posicionamos a favor do projeto que defende os trabalhadores e trabalhadoras, a democracia e um país mais justo e soberano. Por isso, convocamos a todos e todas para a tarefa do trabalho de base, de debate, conscientização e de construção de um Brasil para todos e todas.

Em nossos 34 anos, sempre defendemos a democracia, os direitos humanos e os direitos sociais. Assim como aprendemos na prática que o discurso da violência do Estado sempre se dirige contra os mais pobres. Portanto, nosso lado sempre foi o da vida, o da luta, o da justiça, o da democracia e a defesa dos direitos.

Apoiamos Haddad porque acreditamos que a saída para a grave crise social, política e econômica do nosso país só é possível com um projeto popular que garanta geração de emprego e renda sem retirada dos direitos.

Porque lutamos por vida digna e justiça no campo, com a produção de alimentos saudáveis, com respeito aos bens comuns da natureza, com políticas sociais que desenvolvam as agroindústrias e a agroecologia, a educação do campo e o combate a toda forma de discriminação e preconceito apoiamos Haddad.

Por isso, convocamos também a sociedade para combater o retrocesso, o autoritarismo e a intolerância expressos na outra candidatura. Para isso é importante o engajamento de todos e todas, em cada espaço, em cada bairro, em cada município, para que o medo e a violência não nos derrotem, nem submetam nosso país a um projeto de retrocesso, de retirada de direitos e de subordinação ao capital e aos interesses internacionais.

Reafirmamos nosso compromisso em seguir lutando pela liberdade do presidente Lula,  denunciando as violações constitucionais e manipulações do judiciário e da mídia burguesa que interferem e violam a vida democrática do país.

Os brasileiros e brasileiras derrotarão o medo, a intolerância e a violência.

Lula Livre!

Lutar, construir reforma agrária popular!

 

Direção Nacional do MST

São Paulo, 11 de Outubro de 2018.

Em defesa da democracia, em defesa do povo brasileiro

En defensa de la democracia, en defensa del pueblo brasilero

In defense of democracy, in defense of the brazilian people

Da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade, assistimos com grande preocupação aos desdobramentos políticos que vêm ocorrendo no Brasil.

Quando o golpe parlamentar contra a legítima Presidenta Dilma Rousseff foi levado a cabo nós denunciamos, e protestamos contra a prisão, sem qualquer prova, do Presidente Lula, cujo único crime foi tirar milhões e milhões de brasileiros da pobreza, algo pelo qual as elites transnacionais e o imperialismo norteamericano nunca o perdoaram.

Agora estamos testemunhando com horror a ascensão de um candidato abertamente fascista, misógino, homofóbico e racista. Um candidato que representa todos os anti-valores de uma sociedade democrática. Este momento só pode ser enquadrado na profunda crise que o modelo econômico neoliberal provocou em nossas sociedades. É montado sobre o ódio e a frustração de amplas camadas da população que deram origem a figuras como Trump, Le Pen, Salvini ou Netanyahu.

A vitória de uma candidatura abertamente fascista como Bolsonaro no Brasil não seria apenas uma tragédia para o povo brasileiro, um holocausto social contra os pobres, mulheres, negros, a comunidade LGTBIQ e, em geral, contra a própria democracia do Brasil. Seria também desastroso para os avanços em direção à emancipação da América Latina. Mais importante ainda, o resultado seria uma parada para a combinação de forças e governos populares na América Latina e no Caribe, e um revés para a humanidade como um todo.

Neste momento histórico, fazemos um apelo à unidade de todas as forças, não só de esquerda e progressistas, mas, acima de tudo, da unidade de homens e mulheres que acreditam em valores democráticos, para formar uma frente contra o fascismo que impede o retorno de fantasmas que deixaram tantos mortos e desapareceram em nossa América no passado.

Por isso, apelamos por uma luta unida contra os interesses das grandes elites econômicas e midiáticas e pela defesa do legado de Lula e da democracia, um legado que hoje se manifesta na candidatura de Fernando Haddad-Manuela D’Avila. É imperativo que o Brasil retorne ao caminho que foi desviado pelos golpistas, um caminho de soberania e justiça social para o povo brasileiro. Porque nós acreditamos em um Brasil feliz de novo, eles não passarão.

9 de outubro de 2018

REDH-Cuba

A Rede Internacional de intelectuais. artistas e Movimentos Sociais em defesa da Humanidade – Capítulo Brasil se solidariza incondicionalmente com o Presidente Nicholas Maduro

A Rede Internacional de intelectuais. artistas e Movimentos Sociais em defesa da Humanidade – Capítulo  Brasil  se solidariza incondicionalmente com o Presidente Nicholas Maduro e a Revolução Bolivariana  contra o ato terrorista que tentou desestabilizar a Venezuela.  Atos terrorista  como este reforçam as forças revolucionárias que não se curvam  diante das investidas covardes de mercenarios financiados pelos detentores do Capital Financeiro internacional.

Presidente Nicolás Maduro,
Vossa Excelência foi alvo de atentado terrorista que, felizmente, não atingiu seu propósito. Não foi a primeira tentativa e, certamente, não será a última.
As causas desse ataque terrorista são conhecidas: vossa excelência se legitimou pelo voto direto e universal, em seguidas eleições, consagrando-se como protagonista de processo político que transformará a Venezuela em potência regional.
Como protagonista de um processo de justiça social e de uma Venezuela soberana, tentam impedi-lo de continuar liderando essa transformação.
Não por acaso o ataque terrorista ocorreu no dia em que se comemora a fundação da Guarda Nacional Bolivariana, pois pretendem destruir o conceito de soberania popular por ela encarnada e da qual vossa excelência é o guardião constitucional.
Receba nossa solidariedade e nosso compromisso com o direito de a Venezuela decidir livremente seu destino!