Havana: Manifestação reúne 100 mil em defesa da Revolução Cubana

Cerca de 100 mil pessoas, segundo o governo de Cuba, participaram, já desde as primeiras horas deste sábado (17/07), de uma manifestação no Malecón de Havana em defesa da Revolução Cubana. Entre os presentes, estavam o presidente Miguel Díaz-Canel e o ex-mandatário Raúl Castro.

Os primeiros participantes começaram a chegar à região por volta das 5h30 locais (6h30 em Brasília), e o ato começou às 7h (8h em Brasília). Segundo o Cubadebate, atos similares acontecem em diversas outras cidades do pais.

Díaz-Canel discursou no início do evento e afirmou que a reunião não acontecia ali “por capricho”. Ele pediu o fim do que chamou de “mentiras, infâmias e ódio”. 

“Cuba é profundamente alérgica ao ódio, e nunca será terra de ódio. Não se constrói nada bom a partir do ódio. Experimentamos [o ódio] nestes dias nas redes sociais, que acompanharam esta campanha [de desestabilização] permanente”, disse.

“Uma mãe me contava ontem que sua filha adolescente perguntou se isso era Cuba, ao ver com lágrimas nos olhos as imagens dos atos de violência que alguns de seus amigos compartilharam no Facebook. Os donos destas redes, os donos de seus algoritmos, abriram caminho para o ódio sem o mínimo controle ético das portas de suas poderosas plataformas”, prosseguiu Díaz-Canel.

‘Infoxicação’

O presidente cubano voltou a acusar grupos dos EUA de envolvimento, nesta semana, nos episódios que considera serem de desestabilização.

“Aconteceu uma ‘infoxicação’ midiática financiada a partir da Flórida, nos EUA. Seu objetivo era incentivar distúrbios e instabilidade no país, aproveitando a crise da pandemia, o bloqueio recrudescido e as mais de 240 medidas impostas por Trump contra Cuba”, afirmou.

Segundo o presidente, a televisão cubana mostrou evidências disto que ele chamou de ‘infoxicação’. “Primeiro, convocaram-se os protestos. Depois, construiu-se o relato falso dos feitos para gerar reações emotivas, de solidariedade com os manifestantes e, logo, se desataram as ações vandálicas que ocorreram horas antes de nosso improvisado discurso na televisão, ao voltarmos de San Antonio de los Baños”, disse.

“A posteriori, todos os acontecimentos são apresentados desordenadamente, como se fossem fruto de nosso chamado legítimo aos revolucionários para defender a Revolução. Pretende-se contar a história ao revés. Não importa o que tenha dito, não contam os chamados à unidade, à paz e à solidariedade entre todos. A interpretação mal intencionada é que se convocou a uma guerra civil”, afirmou Díaz-Canel.

Gerardo Hernández, que fazia parte do grupo que ficou conhecido como Cinco Cubanos (agentes da inteligência da ilha que foram presos nos EUA no final dos anos 90 sob a acusação de conspiração para homicídio, mas que, segundo Havana, estavam em Miami para investigar organizações terroristas), também discursou no evento e falou em “orgulho nacional”.

“Este é um país de leis, e os lacaios do imperialismo são, sim, nossos inimigos, os que se deixam manipular, os que querem afetar nossa segurança e a tranquilidade de nossos filhos’, afirmou Hernández.

Fonte: Opera Mundi

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s