Como detectar notícias falsas sobre os acontecimentos de 11 de julho em Cuba?

Cuba está sob o fogo de um ataque cibernético, uma das técnicas utilizadas na guerra não convencional que está sendo travada contra nossa nação.

A agressão informática inclui o ataque às plataformas digitais institucionais e aos meios de comunicação do país; e o bombardeio da mídia se baseia na manipulação de todos os públicos possíveis com base na especulação sobre realidades fictícias e na disseminação do terror ou do descontentamento na população.

As montagens de notícias estão se tornando mais comuns a cada dia. Pessoas e meios de comunicação a serviço dos interesses econômicos e políticos que movem o que aconteceu em Cuba desde domingo, 11 de julho, constroem narrativas paralelas usando várias ferramentas, incluindo fake news.

Muita falsidade circulou nas redes sociais, na mídia contra-revolucionária e na imprensa internacional. Alguns tomam como ponto de partida a crise de saúde gerada pela Covid-19, outros fábula sobre desequilíbrios políticos, assassinatos, entre outras atrocidades.


Primeiro foram convocados os protestos, depois o falso relato dos acontecimentos foi construído para gerar reações emocionais, de solidariedade com os manifestantes, e depois, as ações de vandalismo que ocorreram horas antes do nosso improvisado aparecimento na televisão, na volta de San Antonio de los Baños, denunciou ao povo neste sábado, o Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido e Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.


O caminho da infâmia está claro, “A história pretende ser contada ao contrário. Não importa o que ele disse, os apelos à unidade, paz e solidariedade entre todos não contam. A interpretação maliciosa é que se convocou uma guerra civil ”, disse o Chefe do Estado, acrescentando que embora desmanteladas as chamadas notícias falsas, os inimigos da Revolução já causaram danos incomensuráveis ​​à alma nacional.

Chaves para detectar notícias falsas

A equipe cubana especializada em comunicação digital, Dominio Cuba, explica em sua conta no Twitter algumas chaves para detectar notícias falsas.

– Ler as informações completas e não se deixar levar por um título muito chamativo é fundamental para evitar ser enganado.

– Verifique as fontes.

– Pare para olhar quem assina a notícia e, em caso de dúvida, investigue essa pessoa, descubra quais as outras notícias que publicou com o seu nome ou pseudónimo. Às vezes, notícias desse tipo são encontradas em páginas não oficiais.

– Recomenda-se procurar mais fontes que contenham essas mesmas informações, este passo ajudará a verificar a sua veracidade. – – Verificar as imagens que são utilizadas, assim como usar as ferramentas do Google para determinar se elas são manipuladas.

– A revisão do domínio ou URL, bem como os comentários da postagem, também ajudará durante a verificação.


No entanto, acrescentam, o bom senso diante do implausível e a desconfiança diante de acontecimentos inéditos devem nos acompanhar sempre que alguma informação for lida, principalmente na internet.

Removendo algumas máscaras

Nos últimos dias, as redes sociais vêm desmascarando como tudo o que aconteceu em Cuba, no último domingo, 11 de julho, foi organizado. Diferentes sites refletem em seus relatos oficiais o uso de imagens fora do contexto com o intuito de vender a ideia de um país em crise de ingovernabilidade.

Em sua conta no Twitter, Dominio Cuba, afirma o seguinte:

“Biden conta a grande mentira de que #Cuba é um estado falido para apaziguar os cubanos de Miami que acreditam na grande mentira de que ele não é um presidente legítimo”.

O próprio Presidente de Cuba o negou, postando no Twitter:

“Estado falido é aquele que, para agradar a uma minoria reacionária e chantagista, é capaz de multiplicar os danos a 11 milhões de seres humanos, ignorando a vontade da maioria dos Cubanos, americanos e a comunidade internacional”.

Por sua vez, a equipe de comunicadores do projeto La Red Verdad tem se empenhado em denunciar minuto a minuto notícias falsas e fotos que circulam no meio digital para confundir a opinião pública internacional sobre o que está acontecendo em Cuba.

Entre as mentiras que foram desmascaradas e depois compiladas por esta equipe nos últimos dois dias, estão:

– A Reuters América Latina especula e confunde ao dar voz a um operador político tendencioso contra Cuba.

– No Facebook, eles usaram o retorno de médicos cubanos em um avião da Força Aérea mexicana para tentar criar a ideia de que tropas estavam chegando.

– No twitter, publicaram imagens das expulsões das assembleias eleitorais na Catalunha como se tivessem ocorrido recentemente em Cuba.

– No Facebook, vários usuários das redes sociais estão se transformando em verdadeiras máquinas de notícias falsas contra Cuba. Circulou uma foto que não é de protestos em Cuba, mas de tumultos em Londres antes da final do Eurocopa 2020.

– No twitter, eles usam uma foto que não é dos protestos de 11 de julho em Cuba, mas das manifestações de Madrid em 2012 apoiando a mineração de carvão.

Houve tanta avalanche de desinformação contra Cuba que meios de comunicação como a RTVE, a televisão espanhola e a própria agência de notícias EFE ativaram seus sistemas de verificação de notícias falsas, incluindo os seguintes:

– Uma foto de uma passeata com milhares de pessoas sem máscaras circula no Twitter e no Facebook, mas não se trata de apoiadores do governo em julho de 2021, mas de uma passeata de trabalhadores em 1º de maio de 2017.

– Um vídeo que se tornou viral e que queriam mostrar como se fosse um assassinato em Cuba, é na verdade uma dramatização filmada durante uma cerimônia religiosa em Porto Rico. O material circula desde 2015.

Um conhecido comunicador, o mexicano Rafael Barajas Durán, mais conhecido como El Fisgón, também cartunista de esquerda, pintor, escritor e ativista político, publicou: “As campanhas de ódio da direita são baseadas em notícias falsas. Eles usam mentiras (fotos falsas, campanhas de boato) para reforçar seus preconceitos (e defender seus interesses). A verdade interfere em sua visão do mundo.

Como parte da velha tática de transformar a vítima em criminoso, Dominio Cuba denuncia que,

“É mentira que o governo de Cuba divulgua notícias falsas. Por que essa teoria da conspiração? Os investigadores forneceram evidências de operações de bot e trolling usando o Twitter, e a plataforma está completamente silenciosa. Por que será?”.


Também do InfodemiaMx, onde o pesquisador espanhol Julián Macías Tovar foi entrevistado como resultado de sua pesquisa em que demonstra como se orquestrou a campanha midiática #SOSCuba contra Cuba, foram exibidos vídeos e fotografias falsos veiculados nas redes sociais, como se fossem das manifestações na Ilha.

Nesta sexta-feira, o estudioso acrescentou, à lista de notícias falsas contra a Revolução, a publicação da conta de Twitter do gabinete da Alto Comissariada das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet. A este respeito, Macías Tovar publica: Nova história de 3 capítulos:


– A ONU usa a imagem de um ativista revolucionário cubano como um manifestante contra o governo.

– A pessoa na imagem (@BettyPairol) denuncia a manipulação com sua imagem.

– O Twitter bane a conta de Betty Pairol por atividades incomuns.

Não se confunda. A verdade – como diria o programa de filmes políticos da TVC – precisa de nós.

Fonte: Cotidiano News

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