Haddad e partido de Ciro vão à Justiça para cassar chapa de Bolsonaro

Eles apontam crimes eleitorais em suposta ação de empresários para custear mensagens anti-PT e fake news; opositores falam em “caixa 2”


Da pagina Veja

O presidenciável Fernando Haddad (PT) e o PDT, partido que o apoia no segundo turno, vão entrar na Justiça para pedir a punição de Jair Bolsonaro (PSL) e a impugnação de sua chapa em razão de reportagem desta quinta-feira do jornal Folha de S. Paulo que revela que empresários bancaram a disseminação de mensagens contra o PT nas redes sociais.

Segundo o jornal, as empresas – que também terão suas punições pedidas à Justiça – custearam, com contratos de 12 milhões de reais, serviços de disparos de conteúdos por meio do WhatsApp contra o partido e favorecendo Bolsonaro. Haddad disse que há indícios de outros “milhões de reais” em contratos ainda não identificados.

O caso se tornou o principal assunto do Twitter hoje no Brasil, com a hashtag “#Caixa2doBolsonaro”.

“Em qualquer lugar do mundo, isso seria um escândalo de proporções avassaladoras, poderia encerrar até com a impugnação da candidatura com a chamada do terceiro colocado para disputar o segundo turno”, disse Haddad. Quem chegou em terceiro lugar no primeiro turno foi Ciro Gomes, que é do PDT, partido que anunciou que vai à Justiça – ele teve 13.344.366 votos, representando 12,47% dos votos válidos.

O petista citou que o próprio Bolsonaro, falando por viva-voz no celular, pediu a empresários que financiassem a disseminação de mensagens aos eleitores. Para Haddad, houve crimes de organização criminosa, caixa 2, calúnia, difamação e lavagem de dinheiro.

Independentemente do resultado eleitoral, Haddad afirmou que sua campanha vai rastrear os responsáveis pela disseminação do conteúdo e pedirá a prisão em flagrante ou prisão preventiva dos responsáveis. O petista também afirmou que vai cobrar de Bolsonaro uma reparação por informações mentirosas feitas contra ele durante o processo eleitoral. “Isso não tem prazo para acabar, vamos até as últimas consequências.”

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que os argumentos do pedido que o partido irá apesentar à Justiça ainda estão sendo preparados pelos advogados da legenda, que devem endereçar a solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No início da tarde, sem mencionar a reportagem da Folha, Bolsonaro afirmou no Twitter que “apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita”.

Impugnação

Especialistas ouvidos pela agência Reuters avaliam que, confirmadas as informações reveladas pela reportagem, a campanha de Bolsonaro pode ser acusada de abuso de poder econômico, abuso do uso de meios de comunicação e omissão de doações de campanha, o que poderia levar à impugnação da chapa, mesmo que Bolsonaro não soubesse da ação de empresários a seu favor.

“Se confirmada, a prática pode configurar abuso de poder econômico, levando à inelegibilidade nessa própria eleição. A jurisprudência diz que, mesmo que não tenha sido ele ou a campanha, a candidatura pode responder pelo ilícito”, disse Daniel Falcão, coordenador do curso de pós-graduação em Direito Eleitoral do Instituto Brasiliense de Direito Público.

O advogado especialista em legislação eleitoral Francisco Emerenciano acrescenta que o caso pode ainda configurar omissão de despesas, o popular caixa 2, além do abuso de poder econômico, se as acusações forem verdadeiras.

“Em se configurando isso, no mínimo, se houver o conhecimento prévio da campanha – e não tem como o beneficiário não ficar sabendo em valores como esse – eu poderia ter um questionamento de que houve omissão de despesa de campanha”, disse Emerenciano.

O jornal Folha de S. Paulo relata que cada pacote de disparos em massa custaria cerca de 12 milhões de reais, para o envio de centenas de milhões de mensagens. Ao menos quatro empresas podem ter usado essa prática, segundo a reportagem.

Quatro especialistas ouvidos pela Reuters concordam que, em tese, mesmo a campanha alegando que não tem relação com a decisão de empresários que agiram em prol de Bolsonaro, o candidato poderá ser responsabilizado por crime eleitoral, já que o resultado da eleição pode ser alterado por ações em seu benefício.

“A responsabilização é objetiva. Não está sendo avaliado a conduta pessoal de Bolsonaro. A responsabilidade do abuso de poder é objetiva, não importa se a campanha agiu com culpa (sem intenção) ou dolo (propositalmente). Vai ser avaliado se conduta teve ou não influência na campanha”, diz Guilherme Salles Gonçalves, especialista em Direito Eleitoral e membro fundador da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político.

Polícia Federal é acionada para investigar fábrica de fake news de Bolsonaro

Nesta quarta-feira (17/10), a assessoria jurídica da coligação O Povo Feliz de Novo entrou com pedido de investigação junto à Polícia Federal, em face do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e de seu vice, Hamilton Mourão. A solicitação requer investigação sobre indústria de mentiras e incitação à violência nas redes sociais por parte da campanha de Jair Bolsonaro.


Da pagina Lula

O documento solicita que a polícia federal investigue a campanha de Jair Bolsonaro com relação a quatro eixos principais de irregularidades: a utilização deliberada de notícias sabidamente falsas (as fake news); a doação não declarada de verbas do exterior; propaganda eleitoral paga na internet e, por fim, a utilização indevida do WhatsApp.

A petição menciona que o TSE já ordenou a retirada de mais de 100 links de fake news contra a coligação, somando mais de 146 mil compartilhamentos e 20 milhões de visualizações. Mesmo assim, o volume  de notícias falsas que circulam nas redes sociais não para de se avolumar, como atestam as principais agências de checagem de fatos do país. As dez principais fake news elencadas pela Agência Lupa, por exemplo, são favoráveis a Jair Bolsonaro – sendo a maioria contrária à candidatura de Fernando Haddad –, cenário semelhante ao atestado pela Boatos.org. Além disso, o próprio Bolsonaro e seus filhos, nas redes sociais e em rede nacional de televisão, utilizam-se indiscriminadamente de mentiras, boatos e fake news contra Fernando Haddad, conforme comprovam decisões recentes do TSE.

O documento também solicita que a Polícia Federal investigue a possibilidade de que a campanha de Jair Bolsonaro esteja atuando em conjunto com estrangeiros sem transparência e sem prestação de contas, o que configuraria uma doação de fonte vedada. Há fortes indícios – inclusive com postagens em redes sociais do filho de Bolsonaro – da participação de Steve Bannon, responsável pela estratégia de redes de Donald Trump, na campanha de Bolsonaro.

Outra questão que necessita de investigação é a possível utilização de uma rede coordenada, mediante contratação, de páginas e perfis de redes sociais voltados exclusivamente para promover a candidatura noticiada e prejudicar a imagem da coligação noticiante.

Por fim, a petição solicita que Bolsonaro seja investigado por utilização indevida do WhatsApp, inclusive para propagar fake news e incitar a violência. Há fortes indícios de que uma estrutura de desinformação vem sendo utilizada pela campanha de Bolsonaro ou por pessoas a ela ligadas para criar e propagar fake news.

Leia aqui a íntegra do pedido de investigação.

A máquina das mentiras.Tereza Cruvinel

A vantagem de Jair Bolsonaro sobre Fernando Haddad subiu para 18 pontos percentuais (em relação aos 16 apurados na semana passada por Datafolha). Podia ser até maior, nas circunstâncias: Bolsonaro cresce surfando nova e forte onda antipetista , turbinada pelo mar de mentiras, calúnias e baixarias disseminadas contra o adversário pelo aplicativo whastsapp, através de milhares de grupos fechados, muitos criados a partir do exterior. O que se diz neste tubo de esgoto só é conhecido por quem lê, não podendo ser desmentido ou combatido. Esta variante digital da guerra suja eleitoral pode fazer da eleição brasileira caso tão rumoroso quanto o da Cambridge Analytics/Facebook na eleição americana.


Da pagina Jornal do Brasil

A presidente do TSE, ministra Rosa Weber, convocou as campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Haddad para discutirem o assunto hoje. Ela sabe que a eleição virou um faroeste sem lei e que um lado atua no vale-tudo. Faz seu gesto inútil para que fique registrado. Os consultores do tribunal teriam recomendado alguma forma de controle do aplicativo mas a maioria dos ministros não parece disposto a comprar uma briga. Acordo não haverá porque Bolsonaro já recusou um protocolo ético proposto por Haddad. Seus representantes dirão que não controlam os grupos, apesar das evidências de que seguem uma estratégia e um comando. O jogo sujo pelo whatsapp difere das fake news, notícias falsas postadas em espaços públicos. Ontem mesmo o TSE mandou o Facebook retirar conteúdos ofensivos a Haddad. Mas como entrar nos grupos e determinar que deixem de veicular isso e aquilo? O TSE não tem este poder.

Eu fiquei algumas horas em um grupo. Um participante pediu meu “adicionamento” mas logo depois, por minha baixa interação ou outro motivo, fui excluída. Mas vi e li horrores. Desde mentiras sobre desvios ocorridos nos governos petistas, que revoltam um eleitor já amargurado com a crise e a corrupção, até obscenidades, como o meme erótico de Lula e Haddad, completamente nus numa montagem.

Sobre desvios, destaco a série de 32 fotografias de obras de infraestrutura que Lula e Dilma teriam bancado em diversos países, presenteando-os com o dinheiro do BNDES, que deixou de ser aplicado no Brasil em nossas estradas, hospitais e escolas, dizem lá. Cada obra com sua foto, descrição e valor, na casa dos bilhões de dólares. Quem não se revoltaria com isso? É tarde para o PT explicar que o BNDES não deu dinheiro para os governos destes países, como ali é sugerido. O banco financiou empresas brasileiras, como a Odebrecht, que faz o porto de Mariel em Cuba, para poderem executar as obras que conseguiram. Isso se chama financiar exportações de serviços. Exporta-se o serviço e a matéria-prima nacional e os brasileiros ganham empregos nestas obras. Não sei se foram 32, como asseguram.

Há fartura de banner, memes e textos sobre roubalheiras, a riqueza de Lula, o luxo em que vivem os petistas (como a falsa Ferrari de Haddad). E também sobre as acusações de ordem moralista, na linha kit gay e pregação do incesto nas escolas. Diante da pancadaria nos grupos, soam como brincadeiras inocentes as Fake News bolsonaristas no Twitter e no Facebook.

Segundo a revista Fórum, o ativista Everton Rodrigues, responsável pelo blog “Falando Verdades”, foi desligado do Whatsapp após divulgar, no sábado, 13, uma lista com mais de 50 grupos pró-Bolsonaro administrados por números telefônicos que ficam nos Estados Unidos, principalmente em cidades da Califórnia. Ele apresentou cópia de um registro dos grupos mantido pela central do aplicativo. Alguns destes números, segundo Everton, atuaram como “administradores” na campanha de Donald Trump, cujo estrategista digital, Stevie Bannon, tornou-se consultor de Bolsonaro. Em recente entrevista, Bannon apontou o Brasil como parte de um “movimento” populista de direita global, que contaria com sua atuação.

Assim, a eleição vai sendo decidida não pelo que Bolsonaro diz, não pelo que ele propõe, no inexistente programa de governo, ou no debate de que se recusa a participar, e sim pelo mar de mentiras que vai arrastando mais eleitores para Bolsonaro, fornecendo os argumentos toscos e infundados, que eles brandem exaltados para justificar a escolha.

Candidato ao governo do Rio, Witzel organizou evento que ficou conhecido como ‘farra dos juízes’, em 2010

Witzel já ensinou a magistrados artifício para acumular indevidamente benefícios no salário


Da pagina Folha de S.Paulo

O candidato do PSC ao governo do Estado do Rio, Wilson Witzel, foi um dos organizadores de evento em 2010 que ficou conhecido como a “farra dos juízes federais”.

O evento, ocorrido em resort de luxo em Comandatuba, sul da Bahia, foi patrocinado por estatais como Caixa, Banco do Brasil e Eletrobras, além de empresas privadas como Souza Cruz.

O encontro foi criticado por parte da magistratura, que entendeu que o evento subsidiado poderia colocar em risco a autonomia de futuras decisões, além de ferir a Emenda Constitucional nº 45, que veda aos juízes receber auxílios ou contribuições de pessoas físicas ou de empresas.

Uma das opções apresentadas pelos críticos à época seria realizar o evento em auditório da escola de magistratura, e não em um resort de luxo pago por patrocinadores privados.

Na ocasião, cada juiz pagou R$ 750 para participar do evento de quatro dias no resort cujas diárias giravam entre R$ 900 a R$ 4 mil. Juntos, Caixa e Banco do Brasil investiram R$ 380 mil no evento para 700 pessoas.

O encontro, que teve quatro palestras, assembleia geral, oficinas de golfe, arco e flecha, jantares e shows, foi tratado pelos juízes federais participantes como “0800”, em referência às chamadas telefônicas gratuitas no país.

Witzel esteve envolvido na realização do evento, quando integrava a diretoria da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil).

Em vídeo por ocasião de sua tentativa de eleição à presidência da Ajuferjes (Associação dos Juízes Federais do Rio e Espírito Santo), em 2012, Witzel afirmou que o encontro em Comandatuba foi o “melhor evento da história da Ajufe”.

No vídeo, ele defende equiparação salarial entre juízes federais com os vencimentos dos juízes estaduais e procuradores, por meio da incorporação de benefícios, como a indenização de férias.

​Antes desconhecido do grande público do Rio, Witzel foi ativo na política da magistratura. Ele teve crescimento vertiginoso em sua campanha ao se colocar como o candidato do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) ao governo do Rio.

Ele obteve 41,28% dos votos no primeiro turno, contra 19,56% de seu adversário Eduardo Paes (DEM).

O ex-juiz federal, que abriu mão do cargo para tentar a eleição, passou pela primeira vez por escrutínio público. Diversos vídeos surgiram de sua atuação política como juiz.

No último sábado (13), o jornal O Globo divulgou vídeo em que o candidato ensina, em palestra ocorrida em janeiro deste ano com juízes do trabalho, forma de acumular indevidamente benefícios no salário.

Durante palestra em evento sobre a Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal) organizado pela Ajutra (Associação dos Juízes do Trabalho), Witzel explicou como faz para acumular mais R$ 4 mil ao seu salário.

O benefício passa pelo acúmulo de função dos juízes em varas em que não há juiz substituto.

Witzel explicou que “expulsa” seu substituto de propósito para acumular a gratificação, conhecida como “gratificação de acúmulo”.

Ele diz que pressiona o juiz substituto para se ausentar, por pelo menos 15 dias todo mês, a fim de receber o benefício previsto para juízes que acumulam funções dentro da magistratura.

“Os juízes hoje estão recebendo auxílio moradia, auxílio alimentação, e a gratificação de acúmulo, que, na Justiça do Trabalho, eu sei que é muito mais difícil de receber, mas, na Justiça Federal, praticamente todos os juízes recebem. A gratificação de acúmulo, que é de quatro mil reais. Eu recebo, expulsei o juiz substituto da minha Vara, disse ‘Ô, negão, ou você vai viajar lá pra ficar um ano fora, ou eu vou te expulsar da Vara’. Brincadeira, adoro meu juiz substituto. Mas, se ele ficar, eu não recebo. Aí a gente fez uma engenharia. Todo mês, 15 dias por mês, o juiz substituto sai da vara”, disse ele, em fala registrada em vídeo que foi deletado do Youtube.

Na mesma palestra, Witzel disse que colaborava com o Instituto Teotônio Vilela, do PSDB, e que naquele momento previa que o vencedor da eleição deste ano seria o tucano Geraldo Alckmin, que ficou, contudo, de fora do segundo turno, tendo obtido apenas 4,76% dos votos válidos.

Em agenda de campanha nesta segunda (15), na Tijuca, zona norte do Rio, Witzel negou que o recebimento da gratificação seria irregular.

Segundo ele, a gratificação de acúmulo foi criada por lei, aprovada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e pelos tribunais federais.

Ele explicou que ela foi criada para fazer frente a grande quantidade de vagas ociosas em varas federais pelo país, devido principal ao déficit de concursados no segmento.

Witzel, que disse que a reportagem apresentou a informação de forma maldosa, não explicou, contudo, o motivo de fazer a “engenharia” para garantir o ganho do benefício.

“Todos os juízes que recebem gratificação, recebem por força de lei”. “Não há qualquer arbitrariedade, nenhuma falcatrua, como maldosamente foi colocado”, disse.

Cria a Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil

DECRETO Nº 9.527, DE 15 DE OUTUBRO DE 2018

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso VI, alínea “a”, da Constituição,

DECRETA:

Art. 1º  Fica criada a Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil com as competências de analisar e compartilhar dados e de produzir relatórios de inteligência com vistas a subsidiar a elaboração de políticas públicas e a ação governamental no enfrentamento a organizações criminosas que afrontam o Estado brasileiro e as suas instituições.

Art. 2º  A Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil será composto por um representante, titular e suplente, dos seguintes órgãos:

I – Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, que o coordenará;

II – Agência Brasileira de Inteligência;

III – Centro de Inteligência da Marinha do Comando da Marinha do Ministério da Defesa;

IV – Centro de Inteligência do Exército do Comando do Exército do Ministério da Defesa;

V – Centro de Inteligência da Aeronáutica do Comando da Aeronáutica do Ministério da Defesa;

VI – Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda;

VII – Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda;

VIII – Departamento de Polícia Federal do Ministério da Segurança Pública;

IX – Departamento de Polícia Rodoviária Federal do Ministério da Segurança Pública;

X – Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Segurança Pública; e

XI – Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Segurança Pública.

§ 1º  Os representantes de que trata este artigo serão indicados pelos titulares dos órgãos referidos nos incisos I a XI do caput, no prazo de dez dias, contado da data de publicação deste Decreto, e designados em ato do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

§ 2º  A Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil poderá convidar representantes de outros órgãos e entidades da administração pública federal cujas participações sejam consideradas indispensáveis ao cumprimento do disposto neste Decreto.

Art. 3º  O Coordenador da Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil elaborará Norma Geral de Ação que regulará o desenvolvimento de ações e de rotinas de trabalho, em consonância com a Política Nacional de Inteligência – PNI, com a Estratégia Nacional de Inteligência – ENINT e com a legislação em vigor.

§ 1º  A Norma Geral de Ação definirá a forma de articulação e de intercâmbio de informações entre a Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil e o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social.

§ 2º  A Norma Geral de Ação será submetida à deliberação dos integrantes da Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil e, na hipótese de ser aprovada, por maioria absoluta, será publicada no Diário Oficial da União por meio de Portaria do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Art. 4º  A Agência Brasileira de Inteligência prestará o apoio administrativo à Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil.

Art. 5º  A Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil realizará reuniões de trabalho, em caráter ordinário, semanalmente, ou em caráter extraordinário, por convocação do coordenador, sempre que necessário.

Parágrafo único. As reuniões de trabalho da Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil independerão de quórum mínimo para serem realizadas.

Art. 6º  A participação na Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada.

Art. 7º  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 15 de outubro de 2018; 197º da Independência e 130º da República.

MICHEL TEMER
Sergio Westphalen Etchegoyen

Este texto não substitui o publicado no DOU de 16.10.2018

 

Não em Nosso Nome: Contra o fascismo no Brasil e a recolonização da América Latina

#EleNão (#ElNo)

Da Solidariedade Internacional chamamos as forças democráticas e progressistas, os homens e mulheres honestos de Brasil e da América Latina a apoiar de maneira unitária e contundente a candidatura de Fernando Haddad-Manuela D’Ávila.


Da pagina REDH-Cuba

A estratégia executada pela oligarquia brasileira foi desenhada pelo governo dos EUA para criminalizar e tentar destruir o PT. Através do golpe mediático, judicial e parlamentar levado a cabo em setembro do 2016 despojaram Dilma Rousseff do poder, instalando o corrupto governo de Temer, fantoche da Casa Branca que em só dois anos tem castigado o povo suprimindo as conquistas sociais dos trabalhadores, militarizando as ruas do Brasil e voltando a povoar as favelas de enormes guetos de miséria.

Em essa estratégia era necessário encarcerar Lula, ainda que não existisse uma só prova, desmoralizar todo o resquício de justiça, impedir sua candidatura, satanizar o PT, sua história de lutas e seus principais dirigentes. Lula está preso há 188 dias e apesar de sua proibição era o candidato com maior intenção de voto.

Tiveram que soltar a fera do museu dos horrores: o capitão nazista fascista Jair Bolsonaro, que se orgulha e reivindica a ditadura militar, a tortura, a esterilização em massa dos pobres; a pena de morte e o ódio à mulher; o que prefere um filho morto que um filho gay; o que despreza o povo e chama estúpidos aos eleitores. O que promete o esvaziamento do Estado, a privatização dos enormes recursos naturais do Brasil, a segurança cidadã aplicando a pena de morte e a venda de armas para que as pessoas  “acertem suas contas e matem  quem quiser, mesmo o que rouba – ainda que seja para comer- e menor de idade”. O que promete aos patrões tirar a gratificação dos trabalhadores. Nunca na história de Brasil se blasfemou e incitou ao ódio como nesta campanha eleitoral. Desde 30 de Setembro contam-se 70 crimes de ódio. Até marcar com arma branca uma suástica nazista no corpo de uma jovem de 19 anos por vestir uma camisa com a etiqueta #EleNão

Esse não é o Brasil que queremos e admiramos, alegre, trabalhador, bondoso e solidário, o da dança e do esporte, o da bela música, a cultura e os poetas baianos. O verde Brasil das lutas heroicas dos trabalhadores e dos sem terra.

Bolsonaro, o espantalho hitleriano que nos enche de vergonha alheia, é a cara pública do aparelho militar à espreita, o pior da humanidade que começou com Trump nos EUA, Macri na Argentina, Duque na Colômbia, Piñera no Chile. Porque todos eles são o mesmo, parte da grande estratégia de Washington: recolonizar a América Latina, destruir nossa soberania, impor os planos de submissão ao FMI e apoderar-se de nossos enormes recursos naturais.

A noite escura das ditaduras militares produziu mais de 200 mil mortos e desaparecidos na região; milhares de prisioneiros políticos e exilados, o cárcere, e a feroz tortura foi a antessala para impor os planos de dependência imperial e a impagável dívida externa ao FMI.

Ainda que queiram apagá-la, nossos povos têm memória e têm dito Nunca Mais.

Em 28 de outubro não se elege um candidato. Joga-se o destino, a vida e a liberdade de Nossa América. Que este chamado à consciência e a esperança do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos, some forças à Frente Ampla Antifascista, leve nosso abraço a Lula e apoie decididamente  Fernando Haddad-Manuela D’Avila

#EleNão #EleNunca

#EleJamais #ElNuncaMas

#ContraOFascismoBrasilVotaHaddad

#ContraElFascismoBrasilVotaHaddad

#VouDeHaddad #VoyConHaddad

#HaddadSim    #HaddadPresidente #Haddad  #HaddadEManu

Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos

 

Posição política do MST em relação ao 2° turno das eleições presidenciais no Brasil

Entendemos que nessas eleições estão em disputa dois projetos. E nos posicionamos a favor do projeto que defende os trabalhadores e trabalhadoras, a democracia e um país mais justo e soberano

Da Página do MST 

O MST manifesta seu apoio à candidatura de Fernando Haddad e Manuela D’ Avila a presidência da República e convoca as famílias assentadas e acampadas, os apoiadores e apoiadoras da luta pela reforma agrária à somarem-se na luta para elegermos um projeto popular para o Brasil neste segundo turno.

Entendemos que nestas eleições estão em disputas dois projetos. E nos posicionamos a favor do projeto que defende os trabalhadores e trabalhadoras, a democracia e um país mais justo e soberano. Por isso, convocamos a todos e todas para a tarefa do trabalho de base, de debate, conscientização e de construção de um Brasil para todos e todas.

Em nossos 34 anos, sempre defendemos a democracia, os direitos humanos e os direitos sociais. Assim como aprendemos na prática que o discurso da violência do Estado sempre se dirige contra os mais pobres. Portanto, nosso lado sempre foi o da vida, o da luta, o da justiça, o da democracia e a defesa dos direitos.

Apoiamos Haddad porque acreditamos que a saída para a grave crise social, política e econômica do nosso país só é possível com um projeto popular que garanta geração de emprego e renda sem retirada dos direitos.

Porque lutamos por vida digna e justiça no campo, com a produção de alimentos saudáveis, com respeito aos bens comuns da natureza, com políticas sociais que desenvolvam as agroindústrias e a agroecologia, a educação do campo e o combate a toda forma de discriminação e preconceito apoiamos Haddad.

Por isso, convocamos também a sociedade para combater o retrocesso, o autoritarismo e a intolerância expressos na outra candidatura. Para isso é importante o engajamento de todos e todas, em cada espaço, em cada bairro, em cada município, para que o medo e a violência não nos derrotem, nem submetam nosso país a um projeto de retrocesso, de retirada de direitos e de subordinação ao capital e aos interesses internacionais.

Reafirmamos nosso compromisso em seguir lutando pela liberdade do presidente Lula,  denunciando as violações constitucionais e manipulações do judiciário e da mídia burguesa que interferem e violam a vida democrática do país.

Os brasileiros e brasileiras derrotarão o medo, a intolerância e a violência.

Lula Livre!

Lutar, construir reforma agrária popular!

 

Direção Nacional do MST

São Paulo, 11 de Outubro de 2018.

Em defesa da democracia, em defesa do povo brasileiro

En defensa de la democracia, en defensa del pueblo brasilero

In defense of democracy, in defense of the brazilian people

Da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade, assistimos com grande preocupação aos desdobramentos políticos que vêm ocorrendo no Brasil.

Quando o golpe parlamentar contra a legítima Presidenta Dilma Rousseff foi levado a cabo nós denunciamos, e protestamos contra a prisão, sem qualquer prova, do Presidente Lula, cujo único crime foi tirar milhões e milhões de brasileiros da pobreza, algo pelo qual as elites transnacionais e o imperialismo norteamericano nunca o perdoaram.

Agora estamos testemunhando com horror a ascensão de um candidato abertamente fascista, misógino, homofóbico e racista. Um candidato que representa todos os anti-valores de uma sociedade democrática. Este momento só pode ser enquadrado na profunda crise que o modelo econômico neoliberal provocou em nossas sociedades. É montado sobre o ódio e a frustração de amplas camadas da população que deram origem a figuras como Trump, Le Pen, Salvini ou Netanyahu.

A vitória de uma candidatura abertamente fascista como Bolsonaro no Brasil não seria apenas uma tragédia para o povo brasileiro, um holocausto social contra os pobres, mulheres, negros, a comunidade LGTBIQ e, em geral, contra a própria democracia do Brasil. Seria também desastroso para os avanços em direção à emancipação da América Latina. Mais importante ainda, o resultado seria uma parada para a combinação de forças e governos populares na América Latina e no Caribe, e um revés para a humanidade como um todo.

Neste momento histórico, fazemos um apelo à unidade de todas as forças, não só de esquerda e progressistas, mas, acima de tudo, da unidade de homens e mulheres que acreditam em valores democráticos, para formar uma frente contra o fascismo que impede o retorno de fantasmas que deixaram tantos mortos e desapareceram em nossa América no passado.

Por isso, apelamos por uma luta unida contra os interesses das grandes elites econômicas e midiáticas e pela defesa do legado de Lula e da democracia, um legado que hoje se manifesta na candidatura de Fernando Haddad-Manuela D’Avila. É imperativo que o Brasil retorne ao caminho que foi desviado pelos golpistas, um caminho de soberania e justiça social para o povo brasileiro. Porque nós acreditamos em um Brasil feliz de novo, eles não passarão.

9 de outubro de 2018

REDH-Cuba