Mulheres convocam atos em todo o país para o próximo sábado (20) contra Bolsonaro

Organizações querem repetir os atos do dia 29 de setembro, que levou milhões às ruas de mais de 200 cidades


Organizações e coletivos de mulheres de todo o país prometem realizar novos grandes atos contra o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) no próximo sábado (20).

No convite à população, os coletivos destacam que “a candidatura de Jair Bolsonaro apoia a ditadura militar, defende explicitamente a violação dos direitos humanos, questiona os direitos das minorias e a ocorrência comprovada de torturas. Além disso, ameaça constantemente com a quebra da normalidade democrática. Suas mal apresentadas propostas indicam um projeto político de continuidade e aprofundamento dos ataques aos direitos políticos e sociais do povo brasileiro”.

Além de se posicionar contra a candidatura de Bolsonaro, a convocatória destaca que Fernando Haddad (PT) “representa uma Frente Ampla pela democracia, com os apoios dos partidos (PDT, PSB e PSOL) e também de um conjunto de lideranças, artistas, movimento social e cívico que tem como objetivo resguardar a democracia”.

Kelli Marfort, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), afirma que as organizações esperam realizar atos em um maior número de cidades pelo país. “No dia 20, é o ato que vai marcar a virada, a nossa conquista e a nossa vitória nessa eleição. E a nossa tarefa, do Movimento Sem Terra e os movimentos que compõem a Via Campesina, o campo popular e de esquerda, é realizar atos no dia 20 no maior número de cidades do país. Vamos fazer atos com força nas capitais e nas grandes cidades. Mas também é nossa tarefa levar esses protestos para as pequenas cidades do interior”.

Ísis Menezes Táboas, militante da Frente Brasil Popular, destaca que, a partir das mobilizações do dia 29 de setembro, o próprio candidato Bolsonaro começou a sinalizar uma mudança de posicionamentos, na tentativa de se aproximar do eleitorado feminino. Estratégia que, segundo ela, não deve funcionar.

“Nós, mulheres, somos uma das principais barreiras para que o candidato vença as eleições presidenciais. E agora que ele está em campanha e percebeu a importância do voto feminino, ele busca esconder o seu projeto violento e discriminatório, e suas conhecidas posições machistas, racistas e homofóbicas. Mas nós não esqueceremos que ele votou contra os direitos das trabalhadoras domésticas, que ele pretende armar a população, que ele incita a violência, que ele quer retroceder a um regime autoritário, ditatorial e militar”.

No dia 29 de setembro, manifestações contra a candidatura de Bolsonaro foram realizadas em mais de 200 cidades brasileiras. O movimento suprapartidário foi convocado sobretudo por meio das redes sociais, com a hashtag #EleNÃO, e teve o apoio de artistas do mundo inteiro, entre eles, da cantora pop Madonna.

Confira abaixo a agenda de mobilizações pelo país:

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